O delegado Thiago de Freitas Nogueira entregou, na tarde desta quarta-feira, no Fórum de Rio Negrinho, o inquérito policial sobre o caso do homem que é suspeito de estuprar duas filhas e ter gerado três crianças com cada uma delas.

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Ele está preso desde a última sexta-feira, após a polícia receber uma denúncia anônima. O homem de 45 anos morava com a esposa e os filhos em uma área afastada do Centro de Rio Negrinho.

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Segundo Nogueira, o suspeito foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável (violência sexual contra crianças de até 14 anos), com pena que varia de oito a 15 anos de prisão; e estupro comum (para violência cometida a jovens com mais de 14 anos), com pena que varia de seis a dez anos.

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O inquérito será analisado agora pelo promotor Alan Rafael Warsch, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Rio Negrinho. Ele terá cinco dias para decidir se apresenta denúncia ou não contra o acusado, que permanece detido no Presídio Regional de Mafra.

No documento entregue à Justiça, tendo como base os depoimentos do acusado, da mulher e das filhas, o delegado considerou a esposa como uma vítima da violência.

-Ela disse que era uma vítima do marido e isso foi confirmado pelas filhas. Elas afirmaram que o pai também ameaçava a mãe-, ressaltou.

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Com a entrega do inquérito, Nogueira encerrou a investigação e descarta a realização de exames de DNA para comprovar a paternidade das seis crianças geradas por duas filhas do homem. Isso porque as duas garotas admitiram, em depoimento à polícia, que nunca mantiveram relações sexuais com outro homem, além do pai.

De acordo com Ezilda Saú de Souza, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social de Rio Negrinho (Cras), a família já recebeu a visita de assistentes sociais, que começaram o acompanhamento socioassistencial.

-Será feito um acompanhamento psicológico com a família, que também receberá ajuda com benefícios, como cestas básicas, e tudo aquilo que precisar-, explica.

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