A Justiça de Itapema converteu a prisão em flagrante de Wellington Faversani Boltão em preventiva. Para a polícia, ele matou com golpes de barra de ferro Taise Cristiane Carvalho do Rosário, 21 anos, na manhã da última quinta-feira. A decisão é assinada pela juíza Marivone Koncikoski Abreu.

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A confissão informal do crime por Boltão a um agente da Polícia Civil é descrita pela jurista no documento para embasar a decisão: “Segundo o agente de polícia civil, ao confessar a prática do homicídio Wellington afirmou que não sabia o porquê de ter agido daquela forma.”, menciona Marivone.

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A juíza concedeu a prisão preventiva para manter a ordem pública, já que se trata de um crime de ampla comoção social, e por conveniência da instrução criminal, uma vez que Marivone considerou que há “prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”:

“No banheiro da oficina do pai de Wellington foi localizado um pedaço de pano com substância avermelhada e cheiro de material inflamável semelhante a gasolina, apresentando a vítima, segundo o relato do boletim de ocorrência (p. 4), sinais de queimadura pelos braços e barriga, não se tendo maiores informações se o agente chegou a atear fogo no corpo de Taise”, argumenta.

Marivone também afirma que o fato de Boltão ter bons antecedentes não é obstáculo para a conversão da prisão em flagrante em preventiva:

“Eis que se trata de crime hediondo capaz de gerar elevada comoção e repercussão social, o que exige a pronta intervenção, efetiva e eficaz, por parte das autoridades públicas competentes.” escreveu.

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No site do Tribunal de Justiça ainda não consta o nome do advogado que representa Boltão, por isso não foi possível ouvir a defesa do suspeito.