O Complexo Music Park, localizado na estrada que leva à Jurerê Internacional, é a segunda casa noturna que passou pelo teste DC de segurança contra incêndio.

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Com a tragédia que matou pelo menos 235 pessoas na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), o jornal abriu espaço para os donos de casas noturnas mostrarem a situação dos estabelecimentos com o objetivo de expor aos leitores as condições dos locais que escolhem para se divertir.

Engenheiro analisa estrutura da Fields

Nesta quarta-feira, o engenheiro eletricista Gilberto Vaz aceitou a missão de inspecionar a área de 7,9 mil metros quadrados que reúne o espaço de shows Devassa on Stage e as boates Pacha e Posh.

Vaz percorreu todo a área e considerou que o complexo segue as normas de segurança por contar com itens básicos como extintores, hidrantes com caixa de reserva de água de cinco mil litros, placas de sinalização de saída, luzes de emergência, para-raios e 14 portas – quando o mínimo é duas. Foram encontrados pequenos erros, a exemplo de uma placa de saída, que não estava bem em cima da porta, como determinam as normas.

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O engenheiro constatou também que os tapetes, cortinas e até a grama sintética (produtos de fácil propagação de fogo) receberam tratamento antichamas, comprovado com o laudo do Instituto de Pesquisa Tecnológico (IPT), de São Paulo. Nos ambientes fechados, como a Pacha, Vaz percebeu que poucos materiais inflamáveis, como móveis em madeira, cerca de três quilos por metro quadrado, quando o limite é 60 quilos.

Uma das placas apontava a capacidade de 12.653 pessoas para os três ambientes. Como o complexo conta com áreas fechadas e descobertas, Vaz afirma que o cálculo de até duas pessoas por metro quadrado é aceitável de acordo com a norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 9077.

Para o engenheiro, existem algumas regras estabelecidas pelo Corpo de Bombeiro que deveriam ser diferenciados para casas noturnas.

– Aqui no complexo existem pelo menos dois alarmes sonoros, conforme o padrão. Mas se ocorrer algum problema, provavelmente as pessoas não vão ouvir por causa da música alta. Acho que deveriam ser acoplados alertas luminosos – observa.

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O gerente de Operações da casa, Silvano Oliveira Ferraz, mostrou o atestado de manutenção do Corpo de Bombeiros, mas diz ter consciência de que isso não basta para garantir a segurança.

– Durante as festas é comum levaram placas de lead e destravarem os extintores, estamos sempre fazendo manutenção após os eventos – garante.