O cantor Zé Felipe manifestou indignação nas redes sociais após descobrir que sua esposa, Virgínia Fonseca, foi vítima de um vídeo sexual manipulado por inteligência artificial (IA). O conteúdo, classificado como deepfake, mostra o rosto da influenciadora digital aplicado ao corpo de outra pessoa em cenas explícitas. A técnica, que utiliza IA para criar conteúdos falsificados com alto nível de realismo, reacende o debate sobre os limites éticos e legais do uso dessa tecnologia.

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Entenda o caso e o que fazer em casos de Deep Fake

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O desabafo de Zé Felipe

Na terça-feira (14), Zé Felipe compartilhou sua revolta por meio de stories no Instagram. “Nossa, mano. Olha o que me apareceu aqui. Pegaram IA e colocaram a cara da Virgínia na foto e o corpo de uma mulher rebolando e mostrando os peitos”, declarou o cantor. Ele defendeu a esposa, denunciou o uso inadequado de sua imagem e alertou os seguidores sobre os perigos associados a esses conteúdos.

Virgínia Fonseca, influenciadora com milhões de seguidores, ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. No entanto, a exposição e a indignação do marido reforçam a gravidade da situação e a necessidade de responsabilização.

O que é deepfake?

Segundo o “Guia Ilustrado Contra as Deepfakes”, publicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024, a técnica de deepfake utiliza IA para criar imagens, vídeos e áudios fraudulentos, manipulando elementos visuais e sonoros. Esses conteúdos podem parecer extremamente reais, mas são, na verdade, falsificações. O documento alerta que deepfakes podem ser usados em crimes como usurpação de identidade, golpes e atentados contra a honra.

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Inteligência artificial: benefícios e riscos

Embora a IA ofereça avanços tecnológicos significativos, como assistentes digitais, veículos autônomos e ferramentas como o ChatGPT, seu uso indevido levanta questões éticas e jurídicas. Segundo a IBM, a IA simula capacidades humanas para resolver problemas, mas é preciso garantir que sua aplicação não viole direitos fundamentais.

Especialistas apontam que deepfakes são particularmente preocupantes, pois combinam tecnologia avançada com potencial de causar danos graves à reputação, privacidade e dignidade das vítimas.

Como agir em casos de deepfake?

Casos de deepfake que envolvam crimes, como atentados contra a honra ou extorsão, devem ser denunciados. O STF orienta que vítimas ou testemunhas acionem o Disque Denúncia (181) para reportar tais crimes. Além disso, é fundamental buscar suporte jurídico e psicológico para lidar com o impacto dessas situações.

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O episódio envolvendo Zé Felipe e Virgínia Fonseca destaca a urgência de regulamentações mais robustas e punições exemplares para coibir o uso malicioso da tecnologia. Em um mundo cada vez mais digital, proteger a imagem e a honra das pessoas se torna essencial para preservar direitos e garantir um ambiente virtual seguro.

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