O brasileiro Miguel Hidalgo tirou suspiros de quem acompanhou a prova de triatlo nos Jogos Pan-americanos Santiago 2023, nesta quinta-feira (02) de feriado. Uma corrida que começou com grupo de seis atletas terminou com três disputando nos metros finais, com direito a ataques e o tropeço do mexicano Crisanto Grajales, que seguiu junto do paulista e do americano Matthew McElroy. Mas no sprint final, o brasileiro mostrou o porquê tem se destacado no cenário mundial. 

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Foi questão de segundo e de segurar a faixa da chegada primeiro, para que o ouro do triatlo individual masculino fosse conquistado por Miguel Hidalgo. Ele fez uma prova de recuperação, depois de ter sido o 11º a sair da água e buscar o pelotão no ciclismo.

Na sequência, tirou a diferença de quase dois minutos dos líderes na corrida, com raça e vontade de vencer, que Hidalgo literalmente caçou o ouro no Pan. O medalhista fechou a prova com 1h46min08s.

Dois anos depois de ser campeão nos Jogos Pan-americanos Júnior em 2021, o paulista repetiu o feito conquistando o lugar mais alto do pódio no Chile. Uma vitória que aproxima, e muito, Miguel Hidalgo da vaga aos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Esse foi o terceiro ouro masculino que o Brasil conquistou. Além dele, em 1995, tivemos Leandro Macedo e Reinaldo Colucci em 2011.

Os outros três brasileiros na prova não chegaram tão distantes no quesito tempo. Manoel Messias fechou em 9º. Antônio Bravo em 11º e Kauê Willy na 13ª posição.

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Jogos Pan-Americanos, Triatlo(Foto: Gaspar Nóbrega, COB)
McEroy e Grajales com brasileiro Hidalgo (Foto: Gaspar Nóbrega, COB)

Catarinense entre as 10 no triatlo

E se engana quem acha que as emoções do triatlo ficaram ‘’apenas’’ na categoria masculina. No feminino o Brasil chegou a sonhar com o pódio, pelo menos até a corrida. Vittória Lopes, prata em Lima 2019, liderou a natação e o ciclismo.

Mas na hora da corrida, viu sete adversárias passarem. Um risco que a brasileira sabia que poderia correr, já que tinha a meta de abrir vantagem nas duas primeiras modalidades, como fez. Até porque, fazer força no ciclismo sozinha como fez, poderia ter um preço a pagar, como teve.

O pódio no feminino ficou com a mexicana Lizeth Rueda em primeiro, Maria Velasquez Solo em segundo e Rosa Maria Vidal em terceiro. Quem chegou na sequência de Lopes foi a catarinense Djenyfer Arnold, na oitava posição.

Djenyfer foi a segunda brasileira a sair da água, mas a sétima da prova. E no ciclismo, junto com Luisa Baptista e outras competidoras, estavam no segundo pelotão. A Luísa, campeã em 2019, fechou em 9º. Vale lembrar que a distância da prova dos Jogos Pan-americanos é a olímpica, que consiste em nadar 1500 metros, pedalar 40 quilômetros e correr 10 quilômetros.

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Djenyfer Arnold (Foto: Gaspar Nóbrega, COB)
Djenyfer Arnold terminou em 8º (Foto: Gaspar Nóbrega, COB)

No sábado (4), teremos a prova Mixed Relay, que são as equipes. Nesta categoria o Brasil conquistou ouro em 2019 com Luísa Baptista, Vittória Lopes, Manoel Messias e Kauê Willy.

O Brasil está próximo de conquistar as vagas para Paris 2024. Ainda não temos os representantes definidos e nem se serão duas ou três, tanto no masculino quanto no feminino. Mas é certo que as provas desta quinta nos colocam em posições favoráveis, além de mostrar que nosso nível de competitividade melhorou muito, é alto e estamos no caminho.

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