Conhecida por ser um local com águas rasas, calmas e paradas, um fenômeno raro fez transformou a Lagoinha do Leste, em Florianópolis. No último dia 13, a lagoa estourou, virou uma cascata com ondas e se juntou ao mar. O caso foi registrado pelo nativo Kaio Pereira, que divulgou no domingo (22) um vídeo com o flagrante.
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Ao g1, Kaio, que trabalha com passeios de barco há 15 anos na região, contou que já presenciou o fenômeno outras vezes, porém, não com a mesma força. Das outras vezes, a água não foi capaz de romper a barreira de areia que separa a lagoa do mar.
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— É um presente estar na Lagoinha do Leste e ver essa força da natureza acontecer, um lugar que eu amo tanto. Há alguns anos aí, de caminhada aqui na Lagoinha e poder participar e viver tudo isso aqui é uma coisa que não tem preço — comentou Kaio no vídeo que publicou nas redes sociais.
O flagrante chamou atenção e foi compartilhado por vários perfis. Em um deles, o vídeo já soma mais de 750 mil visualizações.
“Presenciei a primeira vez acampado aí no ano novo do ano 2000. Obrigado, senhor. Mas, desta vez, muito forte, jamais visto”, comentou Sancho. “Que vídeo sensacional! Obrigada por compartilhar! Sou da ilha e nunca tinha assistido esse encontro da Lagoinha com o mar”, publicou Carina Borba.
Veja o vídeo
Fenômeno raro
Em entrevista ao g1, o oceanógrafo Paulo Horta explicou que as aberturas do canal relacionadas às chuvas são raras.
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— Essa não é uma situação muito frequente, mas tenderá a ser cada vez menos rara com a aceleração das mudanças climáticas — alerta.
Segundo Paulo, a elevação do nível do mar, as ressacas, chuvas extremas e o aumento da frequência de tempestades contribuem com eventos climáticos como os registrados por Kaio.
O oceanógrafo Argeu Vanz também explicou ao g1 que, por conta das chuvas que caíram sobre o estado nos últimos meses, a água pode ter se acomulado entre as dunas até esse rompimento.
— Depois de esvaziar [a área de dunas] e com os fenômenos oceanográficos que ocorrem principalmente com a areia, a área se fecha novamente. O fenômeno se repete sempre que chover [em altos volumes] e as forças – água e areia- brigarem — comentou.
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