Nesta segunda-feira (19), a Marinha do Brasil classificou a depressão subtropical, que estava em formação na costa do Rio de Janeiro, como tempestade tropical “Akará”, após se intensificar e ganhar características tropicais, desta forma, não deve virar furacão. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, o fenômeno é raro, mas apenas apresenta risco em alto mar. As informações são do g1 SC

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O meteorologista da Defesa Civil, Caio Guerra, explica que as tempestades e ciclones tropicais são raras no Brasil. Segundo ele, esses fenômenos são mais comuns nas Américas Central e do Norte. 

— A questão é que para se formar [o ciclone tropical] você precisa de temperaturas na superfície do mar bastante elevadas. E normalmente aqui no Atlântico Sul as temperaturas não são tão altas quanto em outras regiões do globo. 

“Akará” se transforma em tempestade tropical e se desloca para região sul; veja rota e impactos

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A preocupação com a tempestade é apenas para a navegação, explica o meteorologista. Segundo ele, o fenômeno pode provocar ondas acima de 4 metros de altura, entretanto, distante da costa. Ele explicou também porque a classificação saiu de subtropical para tropical.

— A diferença entre os ciclones subtropicais e os tropicais estão na estrutura. Em uma simplificação, dá para dizer que os tropicais são ciclones mais quentes, desde a superfície até lá em cima na atmosfera, enquanto os subtropicais são quentes apenas embaixo, e vão esfriando conforme sobem. 

Outras tempestades registradas no Brasil 

O nome das tempestades pode ser apenas dado pela Marinha do Brasil. A padronização, que começou em 2011, leva em conta também os ciclones subtropicais. Em Santa Catarina, de acordo com a  Epagri/Ciram, órgão que monitora o tempo no Estado, foram registrados os seguintes ciclones subtropicais: 

  • Catarina, em 2004 – furacão
  • Anita, em 2010 – tempestade tropical
  • Iba, em 2019 – tempestade tropical
  • Akará, em 2024 – tempestade tropical

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Levando em conta também os ciclones subtropicais, a Marinha tem os seguintes registros, antes da Akará:

  • Yakecan, em maio de 2022 – tempestade subtropical
  • Ubá, em dezembro de 2021 – tempestade subtropical
  • Raoni, em julho de 2021 – tempestade subtropical
  • Potira, em abril de 2021 – tempestade subtropical
  • DS01-202, em fevereiro de 2021 – depressão subtropical
  • Oquira, em dezembro de 2020 – tempestade subtropical
  • Mani, em outubro de 2020 – tempestade subtropical
  • Kurumí, em janeiro de 2020 – tempestade subtropical
  • Jaguar, em maio de 2019 – tempestade subtropical
  • Iba, em março de 2019 – tempestade tropical
  • Guará, em dezembro de 2017 – tempestade subtropical
  • Eçaí, em dezembro de 2016 – tempestade subtropical
  • Deni, em novembro de 2016 – tempestade subtropical
  • Cari, em março de 2015 – tempestade subtropical
  • Bapo, em fevereiro de 2015 – tempestade subtropical
  • Arani, em março de 2011 – tempestade subtropical

Cuidados em caso de ocorrências meteorológicas

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