Mais de 180 doses do imunizante contra a varíola dos macacos estão prestes a vencer em Florianópolis. Desde o início da campanha, em março deste ano, apenas 1,7% do público-alvo da Capital foi vacinado, conforme a prefeitura. O grupo atual de vacinação representa um total de 7 mil pessoas, dos quais somente 120 foram imunizadas.
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O público previsto para esta etapa de vacinação, segundo a prefeitura, inclui pessoas de 18 anos ou mais que tenham recebido diagnóstico positivo para HIV. Devido à baixa procura, a administração municipal tenta localizar os moradores pertencentes ao grupo antes do vencimento das doses, previsto para 22 de agosto. Caso as vacinas não sejam aplicadas até a data, os imunizantes perderão eficácia e, consequentemente, serão perdidos.
A partir do fim das vacinas ou o vencimento delas, a prefeitura ainda deve aguardar a chegada de novos imunizantes para seguir com a vacinação. Havendo doses disponíveis, e com público-alvo vacinado, o grupo posterior inclui pessoas que fazem uso da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV.
Santa Catarina tem quase 40% do público imunizado
Em todo o Estado, 38% do público-alvo se vacinou contra a varíola dos macacos. Das 1.028 pessoas do grupo com HIV em Santa Catarina, 418 estão tomaram ao menos uma dose. De acordo com o painel do Ministério da Saúde, destas, apenas 139 completaram o esquema vacinal. Restam, até esta segunda-feira (07), 610 doses em todo o sistema de saúde catarinense.
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O que é a varíola dos macacos
A doença, que também chamada de Monkeypox, já infectou milhares de pessoas no Brasil. Transmitida por relações sexuais, principalmente entre homens, e pelo contato com lesões, a maioria dos pacientes possui casos leves, mas um pequeno grupo ainda pode evoluir para casos grave, conforme explicou o infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Otsuka, ao NSC Total.
Varíola dos macacos: saiba os sintomas e como é a transmissão
— A gente observa o vírus no sêmen mas não em uma quantidade que talvez seja suficiente para provocar doença. A gente observa que mesmo quando são utilizados protetores, como camisinhas, ainda assim ocorre a infecção. Então o que a gente sabe é que a transmissão basicamente é por contato intimo — afirmou.
Entenda a doença
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