CORREÇÃO: a reportagem informou, em um primeiro momento, que a árvore cortada seria um pau-brasil, quando na verdade se trata de um olho de pavão. A informação já foi corrigida no texto.
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O corte de uma árvore durante obras de um condomínio no Novo Campeche, em Florianópolis, gerou indignação dos moradores do bairro nesta semana. Eles relataram a situação ao NSC Total, solicitando medidas de preservação ambiental na região e destacando que essa árvore seria o “último pau-brasil” existente na área. No entanto, a reportagem apurou que a árvore em questão é, na verdade, um “olho de pavão”, também conhecida como “falso pau-brasil”, o que pode ter ocasionado a confusão.
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O corte foi autorizado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram). Em nota, o órgão disse que o “empreendimento conta com as devidas licenças ambientais e urbanísticas”.
De acordo com os moradores, um pé de abacateiro também plantado em frente à construção foi cortado na mesma data. Para eles, o sentimento é de indignação pela retirada das plantas em prol do “progresso do Novo Campeche”.
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Um cajuzeiro, que estava próximo às duas árvores, segue no local. A empresa responsável pela obra colocou uma placa nos galhos: “Esta árvore nativa será preservada e cuidada por nós”.
Em nota, a empresa responsável pela obra afirmou ter feito um inventário florestal no local, antes da retirada. Conforme informou o especialista responsável pelo documento, a árvore “olho de pavão” é considerada exótica, ou seja, não é nativa do território brasileiro. Ela foi retirada do local com autorização pela Floram, assim como outras 10: três nativas e sete exóticas. Com isso, foi recomendado pelo órgão ambiental que o empreendimento fizesse o plantio de novas mudas nativas por toda a área de construção.
A obra está sendo feita desde 2022 e deve ser entregue ainda neste ano.
Conforme o biólogo Paulo Horta, o corte de uma árvore caminha contra o momento de restauração dos ecossistemas:
— Vivemos a década da restauração dos ecossistemas, década declarada pelas nações unidas. Deveríamos rever nossas práticas e incorporar e valorizar a biodiversidade no planejamento de nossos espaços. No lugar de cortar as poucas árvores que restam deveríamos valoriza-las dando destaque para sua existência — explica.
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O que diz a prefeitura
“O empreendimento em instalação conta com as devidas licenças e autorizações ambientais e urbanísticas, sendo sua implantação acompanhada das medidas mitigatórias e compensatórias previstas em lei.”
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