O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma nova “era de ouro” para os Estados Unidos e antecipou algumas das primeiras ações que deve tomar ainda no primeiro dia de governo. O republicano tomou posse para o segundo mandato na Casa Branca em cerimônia nesta segunda-feira (20), no Capitólio, sede do Congresso norte-americano.

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Uma das primeiras medidas anunciadas por Trump ainda no primeiro discurso é uma decretação de emergência na fronteira Sul do país. O republicano prometeu invocar uma lei de 1786 para permitir o uso da justiça e da força policial contra imigrantes que tentam entrar no país. Outro anúncio foi um decreto que deve definir cartéis de tráfico de drogas como os que atuam no México como organizações terroristas estrangeiras.

— Todas as entradas ilegais serão impedidas e vamos começar o processo de retorno de milhões e milhões de imigrantes criminosos de volta para o lugar de onde vieram. Vamos recolocar a política de “fique no México”. Vamos acabar com a prática de capturar e liberar. Vou mandar tropas para as fronteiras do Sul para impedir essa invasão desastrosa que vem ocorrendo em nosso país — afirmou.

Trump disse que volta à presidência com “confiança e otimismo” e citou o apoio recebido de jovens, idosos, afrodescendentes, hispânicos e asiáticos. O bilionário chegou a citar Martin Luther King para agradecer à vitória nas eleições, afirmando que buscaria fazer “o sonho de Luther King virar realidade”.

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— Uma união nacional está agora acontecendo novamente, retornando à América. A confiança e o orgulho só vêm crescendo, como nunca antes. Meu mandato será inspirado para buscar sucesso. Não vamos esquecer do nosso país, da nossa Constituição e do nosso Deus — afirmou.

Primeiras medidas de governo

Na parte final do discurso, Trump anunciou as primeiras medidas que deve assinar ainda no primeiro dia de governo. Além da emergência na fronteira Sul com reflexos no combate à imigração e aumento das deportações, Trump falou também em mobilizar a equipe para controlar a inflação e permitir redução de preços. Também sinalizou fortalecimento da exportação de petróleo prometendo decretar emergência também no setor de energia e afirmando que o país terá novamente as maiores reservas do mundo. Para ilustrar as ações, Trump utilizou ainda um lema repetido durante a campanha eleitoral: “drill, baby, drill” (perfure, perfure).

— A América vai mais uma vez se tornar uma indústria manufatureira, teremos a maior quantidade de petróleo e gás que qualquer país na terra. E vamos usar esse petróleo e esse gás. Vamos assim reduzir os preços e preencher nossas reservas até em cima, e exportar energia americana ao mundo todo. Seremos mais uma vez uma nação rica. E é aquele ouro líquido sob nossos pés que vai nos ajudar — afirmou.

Trump também afirmou que pretende “acabar com a lei ambiental” e com a pressão por carros elétricos. O novo presidente prometeu uma indústria automobilística forte.

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— Em outras palavras, poderão comprar os carros que vocês quiserem — disse.

O novo presidente também atacou o debate sobre gêneros e disse que a política oficial do governo americano “terá apenas dois gêneros: masculino e feminino”.

Veja fotos da posse de Trump

Taxação sobre importações

Trump também voltou a prometer cobrar taxas de produtos de outros países, sinalização que já havia feito na campanha. A estratégia seria adotada para proteger a indústria norte-americana — mas segundo críticos poderia provocar aumento nos preços.

— Em vez de tributar nossos cidadãos para enriquecer outros países, vamos taxar países estrangeiros para enriquecer nossos cidadãos. Com esse objetivo, estamos estabelecendo um sistema de impostos externos para coletar todos os tributos e tarifa que serão imensos, vindo de outros serviços estrangeiros — afirmou.

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Crítica a guerras e relações com México

Trump também prometeu construir a maior força militar do mundo, mas sinalizou maior resistência para entrar em conflitos. Lembrou que assume o mandato um dia após reféns do Hamas serem libertados, em razão do acordo de cessar-fogo com Israel.

— Vamos medir nosso sucesso não apenas pelas batalhas que vencemos, mas pelas guerras que vamos encerrar e, o que é mais importante, pelas guerras que nunca mais vamos entrar — afirmou.

Apesar disso, em seguida Trump afirmou que pretende “mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América” e ameaçou até mesmo “tomar” o Canal do Panamá, após se queixar de altas taxas cobradas de produtos americanos e da utilização do espaço pela China.

— Acima de tudo, minha mensagem para os americanos hoje é que chegou o momento de mais uma vez agirmos com coragem, vigor e civilidade. Vamos liderar para novas vitórias, êxito, sucessos, não vamos ser desviados de nosso propósito. Os Estados Unidos vão ser novamente nação em desenvolvimento — afirmou.

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