A Copa do Brasil se torna uma esperança de caixa para os clubes de qualquer porte que disputam o torneio ano após ano. A edição de 2023 tem aumento das cotas de premiação em todas as fases e maior quantia em dinheiro da história para o campeão.

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Santa Catarina terá seis representantes: Avaí, Brusque, Camboriú, Chapecoense, Criciúma e Marcílio Dias. Só de participar da primeira fase, cada um deles vai receber de R$ 750 mil a R$ 1,4 milhão, dependendo da série em que está no Campeonato Brasileiro.

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Avaí, Chapecoense e Criciúma disputarão a Série B neste ano. Assim, vão receber R$ 1 milhão e 250 mil cada. Se passarem de fase, são mais R$ 1,4 milhão.

Brusque e Camboriú vão jogar a Série C e a Série D, respectivamente, e vão ganhar R$ 750 mil. Esta mesma quantia será destinada ao Marcílio Dias, que garantiu a vaga no torneio pelo título na Copa Santa Catarina, mas não tem calendário nacional além da Copa do Brasil. Caso avancem, são mais R$ 900 mil.

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Se para os grandes clubes catarinenses o dinheiro já faz uma grande diferença, para quem está tentando se firmar no cenário nacional é uma mudança de patamar.

Avaí vai disputar a Copa do Brasil em 2023 (Foto: Fabiano Rateke/Avaí F.C.)

Após duas temporadas seguidas na Série B, o Brusque foi rebaixado e precisa voltar a ter visibilidade fora de Santa Catarina. Para isso, necessita de dinheiro em caixa para investir no elenco e conquistar o acesso à Segundona. Além da queda, outro agravante foi a saída do patrocinador master.

Para o ge, André Rezini, diretor de futebol do Brusque, revelou que a folha salarial do time é de aproximadamente R$ 600 mil por mês. Este valor inclui o pagamento de atletas, colaboradores e comissão técnica, e ainda existe o custo do dia a dia do clube.

— Na questão financeira, 2023 não iniciou da forma que a diretoria do Brusque gostaria, pois perdeu receitas importantes. Por esse motivo, passar de fase na Copa do Brasil é fundamental para a saúde financeira e continuidade do ano, até porque o Brusque é um clube respeitado por honrar seus compromissos. A cada fase conquistada na competição, a premiação ajuda e agrega demais para o orçamento previsto para toda a temporada — comentou.

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Brusque e Criciúma estão na Copa do Brasil (Foto: Lucas Gabriel Cardoso/Brusque FC)

Outro clube catarinense que pretende utilizar o dinheiro para mudar de patamar é o Camboriú. Fundado em 2003, a Cambura é uma das equipes mais jovens do estado e tem uma gestão organizada e inovadora.

A grande campanha no Campeonato Catarinense 2022, onde foi vice-campeão, garantiu as vagas inéditas na Copa do Brasil e na Série D.

O presidente do Camboriú, Renato Cruz, revelou ao ge que a folha salarial para jogadores e comissão técnica gira em torno de R$ 250 mil por mês. Ou seja, só de participar da primeira fase, a Cambura vai receber aproximadamente três folhas. E o clube quer mais.

— O Camboriú está muito focado para esse jogo da Copa do Brasil. Além de projetar o cenário nacional, há a parte financeira, que ajudará muito os projetos do clube. Vamos utilizar uma parte desse valor na estrutura. E, passando de fase, vamos melhorar ainda mais as condições de trabalho — falou o dirigente.

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Esta edição da Copa do Brasil é a última com o ranking nacional de clubes. A partir de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai utilizar o ranking das federações para definir quantas vagas cada estado terá no torneio.

Por estar no terceiro escalão, Santa Catarina terá direito a três vagas, sendo as duas primeiras obrigatoriamente ao campeão e vice do Catarinense.

A tabela

  • Marcílio Dias x Chapecoense | 21/02 | 19h | Estádio Dr. Hercílio Luz
  • Marília x Brusque | 22/02 | 20h | Estádio Bento de Abreu
  • Camboriú x Manaus | 01/03 | 20h | Estádio das Nações
  • Retrô x Avaí | 01/03 | 19h | Arena Pernambuco
  • Real Ariquemes x Criciúma | 02/03 | 20h | local não definido

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