Um terremoto de 7,5 graus de magnitude abalou na segunda-feira o sul da Ásia, provocando cerca de 300 mortos no Paquistão e Afeganistão. Mais de mil pessoas ficaram feridas, de acordo com informações da agência de notícias AFP.
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A maioria das vítimas foi registrada no Paquistão. No país, morreram ao menos 241 pessoas (196 delas em Khyber Pajtunjwa) e mais de 1,1 mil ficaram feridas, segundo a Autoridade de Gestão de Catástrofes Naturais.
No Afeganistão, o balanço provisório foi revisado em alta nesta terça-feira a 84 mortos, além de centenas de feridos e 4 mil casas destruídas. O terremoto gerou cenas de horror no noroeste do país, onde 12 meninas morreram em um tumulto quando tentavam sair de sua escola.
O sismo teve epicentro perto de Jurm, na região de Hindu Kush, a 250 km de Cabul e a uma profundidade de 213,5 quilômetros, segundo informou o Instituto de Geologia dos Estados Unidos (USGS).
O terremoto, que durou quase um minuto, sacudiu edifícios de Cabul, Nova Délhi e Islamabad e provocou pânico entre os moradores.
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– Foi terrível, parecia 2005 – declarou uma senhora moradora de Islamabad, onde alguns edifícios foram danificados.
Há dez anos no Paquistão, em 8 de outubro de 2005, um terremoto deixou 75 mil mortos e forçou 3,5 milhões de pessoas a deixar suas casas. Mas, naquela época, o epicentro foi mais profundo, tornando as réplicas mais destrutivas.
O exército paquistanês foi mobilizado, todos os hospitais colocados em alerta e helicópteros e equipamentos estão sendo preparados para as ações de resgate. O número de vítimas deve aumentar na região, advertiu o chefe do governo da província de Khyber Pakhtunkhwa (North West), uma das províncias mais afetadas.
– A província inteira está em alerta, e os hospitais estão em estado de emergência, mas é muito cedo para fornecer uma avaliação – disse o ministro Pervez Khattak, acrescentando que a sua província é “remota e montanhosa”.
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– Eu nunca senti um tremor tão forte – relatou um residente de Peshawar (noroeste do Paquistão), Mohammad Rehamn, de 87 anos.
– Esperamos que o número de vítimas não seja tão grande (como no terremoto de 2005), pois o epicentro foi muito profundo – comentou um funcionário da Autoridade Paquistanesa de Gestão de Calamidades, em anonimato.
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No Afeganistão, o pânico tomou conta das estudantes de Talogan, na província de Takhar (nordeste). As meninas “se precipitaram para fugir da escola, o que provocou o pisoteamento” mortal, declarou Enayat Naweed, diretor do departamento de Educação da província.
O primeiro-ministro afegão, Abdullah Abdullah, evocou importantes “perdas humanas e materiais”, principalmente no nordeste do país.
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O terremoto também interrompeu temporariamente o metrô de Nova Délhi, capital da Índia. No norte do país, centenas de moradores correram para as ruas em Srinagar, a principal cidade da Caxemira indiana, na fronteira com o Paquistão.
Nesta região, grandes inundações danificaram vários edifícios há um ano, tornando a área ainda mais vulnerável a um terremoto.
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O tremor foi sentido até à Ásia Central, especialmente em Dushanbe, a capital do Tajiquistão, onde muitas pessoas deixaram apressadamente seus escritórios e casas.
Afeganistão é regularmente atingido por terremotos, especialmente em Hindu Kush, que se encontra sobre uma falha entre as placas tectônicas indiana e da Eurásia.
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* AFP