A mulher de 46 anos que foi sequestrada, extorquida e estuprada no bairro Jurerê, em Florianópolis conseguiu pedir ajuda a um motorista de ônibus após ser abandonada próximo a sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Vargem Pequena, segundo o delegado do departamento de investigações criminais da Capital, Paulo Hakim. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (17). Além disso, a polícia procura por um terceiro suspeito, que também teria envolvimento no crime.
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Segundo as investigações, a mulher saia do trabalho de carro quando foi abordada por dois homens, de 17 e 18 anos. Os suspeitos entraram no carro e, de acordo com o delegado, a vendaram. Os homens, então, começaram a transitar com a mulher pelo Norte da Ilha e, depois de algum tempo, pararam na frente de uma casa, que se tornou o cativeiro da vítima.
No local, os indivíduos roubaram os celulares, computadores e objetos pessoais. Um terceiro envolvido, segundo o delegado, tinha a função de passar instruções aos outros dois por meio de um celular.
Depois de conseguir as senhas das contas bancárias da mulher, um dos homens a colocou no carro e foi em direção a região próxima da Polícia Rodoviária Federal. No caminho, ele estuprou a mulher. O delegado não divulgou quem cometeu o crime “para não atrapalhar as investigações”.
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Depois de ser abandonada, ela pediu ajuda a um ônibus que passava pelo local. O motorista a levou para a garagem do terminal e, de lá, a mulher conseguiu ligar para a polícia.
Um dos suspeitos solto
Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos que abordaram a mulher na saída do trabalho foram conduzidos para a Central de Plantão Policial e autuados em flagrante. O homem de 17 anos confessou a participação no crime, enquanto o outro não confirmou.
A vítima não teve certeza ao reconhecer o homem na hora do reconhecimento facial e, por isso, o Poder Judiciário relaxou a prisão em flagrante do suspeito que não confessou o crime. Segundo o delegado, as diligências estão em andamento pra confirmar ou não a participação dele no ato. O outro homem, no entanto, segue apreendido.
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos da Capital, segue investigando o caso para apurar quem são os outros envolvidos no crime.
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