Com a autoridade de quem foi bicampeão mundial, Teco Padaratz comemora a chegada do surfe ao programa olímpico de Tóquio 2020, aponta Gabriel Medina como favorito à medalha de ouro e acredita até em dobradinha brasileira no pódio. Padaratz é o entrevistado do programa CBN Diário — Caminho para Tóquio deste sábado (5).

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— É gratificante ver que a luta de muitas gerações não foi em vão. O surfe vem sendo mais respeitado e com os Jogos Olímpicos o respeito vai ser ainda maior.

Teco acredita que o time brasileiro será muito forte nas competições em Tóquio:

— As ondas do Japão são menores e favorecem aos nossos surfistas. Não é loucura imaginar uma dobradinha no pódio, com Gabriel Medina, que é a nossa grande esperança, e Felipe Toledo e Italo Ferreira correndo por fora.

Teco lembra do preconceito que havia quando ele começou a se dedicar ao surfe, com apenas 13 anos, na década de 1980. Foi quando o menino Flávio, natural de Blumenau, começou a chamar a atenção nas ondas de Balneário Camboriú. Aos 17, já conhecido no meio como Teco, se mudou para Floripa.

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— A gente era visto com muita desconfiança. As pessoas não sabiam que por trás daquela fantasia bonita de sol e praia, era necessário muita dedicação, muita disciplina e também abdicar de muitas coisas normais de um jovem.

Entre inúmeras conquistas, Teco Padaratz destaca os títulos do Alternativa Surf Masters na Barra (RJ) em 1991, do Hossegor Pro na França em 1994, em uma final inesquecível contra Kelly Slater, e os dois campeonatos do World Men's Qualifying Series (WQS), em 1992 e em 1999.