São dias de tranquilidade na Rua Hercílio Nicolau dos Santos, na Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ali, em uma casa rodeada pela natureza, vive uma família que se dedica ao mar. A filha caçula do Carlos e da Janete fez história. Aos 20 anos de idade, ela se tornou uma atleta olímpica. Vai disputar os jogos de Paris representando o Brasil no surfe feminino.

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Olimpíadas 2024: datas, esportes e horários dos jogos em Paris

A vaga foi garantida no ISA Games, no começo do mês de março. Tainá representará o Time Brasil ao lado de Tatiana Weston-Webb e Luana Silva, duas surfistas da elite do surfe mundial.

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— Na última temporada eu emplaquei bons resultados, boas vitórias em campeonatos maiores. Pra esse ano eu quero buscar fazer boas baterias, buscar soltar meu surfe durante o ano. Enfim, fazer o melhor nos campeonatos que eu for — destaca a surfista.

A vaga olímpica não foi o único resultado expressivo da Tainá na temporada 2023/2024. Ela foi campeã brasileira, no fim do ano passado. Além disso, também garantiu o título sul-americano do Quallifyng Séries, a primeira divisão de acesso da elite do surf mundial.

Em abril, ela começa a disputar o Chellenger Series, em busca de uma vaga na elite do surfe. Além, é claro, de ter pela frente os Jogos Olímpicos. O surfe será disputado em Teahupo’o no Taiti, um território que pertence à França.

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Por enquanto, Tainá curte dias de paz na Guarda do Embaú. Em casa, a família toda respira o surfe. O pai é o treinador e também o shaper da filha. Carlos Kxot está atento a todas as mudanças no corpo da filha pra fazer a prancha perfeita para ela.

— Geralmente eu fico achando algo pra fazer, eu tenho sempre que dar uma mudadinha, alguma coisa, é uma constante isso – explica.

O irmão mais velho, Waynan Hinckel, também surfou profissionalmente. A mãe, Janete Hinckel, dá todo o suporte pra família. Constantemente tá na praia filmando os treinos da filha.

Tainá nunca surfou em Teahupo’o. Mas, já está nos planos da família, alguns treinos na onda que é respeitada pelos surfistas de elite. Enquanto isso, ela aproveita, os dias de verão e calor para continuar treinando em casa, a Guarda do Embaú.

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— Tem uma paz, um sossego, algo diferente do que o mundo lá fora tá acostumado a acontecer e aqui quando chego é tudo mais tranquilo, mais leve — conta Tainá.

Senhor Incrível busca se reencontrar na temporada

O primeiro catarinense garantido nas Olímpiadas de Paris foi Darlan Romani, o Senhor Incrível. Nos jogos de Tóquio, em 2021, Darlan terminou o arremesso de peso, na quinta posição. Na corrida por uma vaga em Paris, Darlan alcançou o índice ao arremessar 21 metros e 58 centímetros no Troféu Brasil, no dia 7 de julho de 2023.

Darlan Romani é mais um catarinense que estará nos Jogos Olímpicos (Foto: Wagner Carmo, Panamerica Pres, CBAt)
Darlan Romani é mais um catarinense que estará nos Jogos Olímpicos (Foto: Wagner Carmo, Panamerica Pres, CBAt)

Só que depois desse conquista, os resultados do catarinense de Caçador, município localizado no Oeste de Santa Catarina, não foram como ele esperava. No Mundial de Atletismo de Budapeste, Darlan terminou em oitavo, com a marca de 21 metros e 41 centímetros.

Em 2024, outro grande desafio, o Mundial Indoor de Glasglow. Darlan defendia o título da competição, mas terminou em oitavo, com um arremesso de 21 metros e 11 centímetros.

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Nesta semana, o atleta se pronunciou nas redes sociais. Dizendo que o sonho olímpico está vivo, e que ele está focado nos treinos para fazer história em Paris.

Catarinenses em busca da vaga

Outros catarinenses correm contra o tempo, literalmente, para garantir uma vaga nas Olímpiadas. No atletismo, Rodrigo do Nascimento, de Itajaí, precisa baixar a marca nos 100 metros rasos em 4 centésimos.

Na marcha atlética, Matheus Correa, de Blumenau, esteve em Tóquio. No Troféu Brasil desse ano, ele conseguiu a marca dos 20 quilômetros em 1 hora, 22 minutos e 38 segundos. O índice Olímpico é de 1:20:10.

Matheus Correa na Marcha Atlética (Foto: Wagner Carmo, CBAt)
Matheus Correa na Marcha Atlética (Foto: Wagner Carmo, CBAt)

Nos 3 mil metros com obstáculos, Simone Ferraz, de Ponte Serrada, também esteve nas últimas Olímpiadas. No atual ciclo, o melhor tempo da catarinense é de 9 minutos e 36 segundos. O índice Olímpico é de 9 minutos e 23 segundos.

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No Salto em distância, Eliane Martins e Letícia Oro Melo, ambas de Joinville, seguem na disputa pela vaga. Elas ainda não garantiram o índice, que é de 6 metros e 86 centímetros.

Caso não conquistem o índice Olímpico, os atletas podem entrar para Paris pelo Ranking em suas modalidades. Hoje, Matheus Correa, Simone Ferraz, Eliane Martins e Letícia Oro estariam classificadas pelo ranking.

No Skate, Florianópolis levou a Tóquio três atletas: Pedro Barros (medalhista de prata), Yndiara Asp e Isadora Pacheco. O trio segue na disputa por uma vaga em Paris.

Todos eles se classificaram para as duas etapas finais de pré-olímpico da modalidade. A primeira acontecerá em Shangai entre os dias 14 e 19 de maio e a última em Budapeste entre os dias 18 e 23 de junho.

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Nas modalidades coletivas, o vôlei feminino já está garantido em Paris. A catarinense Rosamaria, de Nova Trento, deve estar entre as atletas convocadas.

No Basquete 3X3, o Brasil tem dois catarinenses convocados para o pré-olimpico: Jefferson Socas, de Joinville, e William Weihermann de São Bento do Sul. A seleção disputa a vaga para Paris em maio.

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