Sustentabilidade. Uma palavra em alta e um assunto que sempre está em pauta. Seja em programas de rádio ou televisão, em eventos e principalmente no mundo digital, o desenvolvimento consciente e responsável é um tema que com cada vez mais frequência centraliza os debates sobre o futuro. Mas, apesar de estar em evidência, ainda carecemos de consciência sobre ações individuais que precisam deixar o campo do discurso e entrar em prática para que a sustentabilidade seja, enfim, uma realidade.
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Florianópolis é uma cidade que reúne todas as características para centralizar os debates – e ações – sobre o tema. As condições geográficas da capital catarinense aliados aos contextos sociais e urbanos relacionados a fatores como mobilidade, meio ambiente e inovação exigem que as autoridades, com a colaboração da comunidade, planejem e executem soluções para fazer com que a cidade se desenvolva de maneira sustentável.
O tema será um dos centros dos debates do Floripa Amanhã, evento gratuito que ocorre entre os dias 13 e 15 de dezembro, no Jardim Botânico do bairro Itacorubi, na região central de Florianópolis. O evento vai reunir especialistas para discutir e promover soluções sustentáveis para a capital catarinense.
— Teremos uma oportunidade única para discutirmos os principais desafios que enfrentamos no caminho para um futuro mais sustentável. Nossa programação foi cuidadosamente planejada para abordar questões cruciais, como o saneamento, a preservação dos manguezais e uma visão das nossas praias como um Reserva Nacional de Surf, um olhar que exige comprometimento com sua preservação. Florianópolis tem uma riqueza ambiental única e, por isso, precisamos de ações concretas para preservar nossa cidade e garantir que o futuro das próximas gerações seja mais verde e sustentável – afirma Lucas Arruda, responsável pela Curadoria do evento.
Case de sucesso
Uma das belas praias de Florianópolis é um verdadeiro case de sucesso quando o assunto é sustentabilidade. Recentemente, a Praia do Moçambique, no nordeste da ilha, foi reconhecida como uma das reservas nacionais do surfe. Entre os fatores da premiação, estão a preservação da natureza, limpeza das águas e integração com a comunidade nativa. Detalhes que, somados, geram turismo responsável, movimentam a economia e permitem que o desenvolvimento ocorra de maneira sustentável.
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O Instituto Aprender Ecologia vai apresentar o painel Reservas nacionais do surfe: o case da praia de Moçambique, onde vai destacar as demandas e necessidades da implantação da reserva nacional do surfe. O debate está marcado para o dia 13 de dezembro, às 15h30.
— Discutir sobre reservas de surfe é essencial para que Florianópolis se prepare aos desafios futuros, considerando sua rica sociobiodiversidade, seu papel como destino global de surfe e os desafios ambientais crescentes que a cidade enfrenta. O reconhecimento da Praia do Moçambique como Reserva Nacional de Surf é uma oportunidade única para alinhar conservação ambiental, valorização cultural por meio do esporte e desenvolvimento regenerativo — destaca Fabrício Almeida, presidente do Instituto Aprender Ecologia.
O Encontro Floripa Amanhã é uma realização da Desterro Società, com curadoria da Oasis Soluções Sustentáveis e coprodução da Hit Makers. Incentivo da Claro e Condor por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (PIC), Governo de Santa Catarina, Fundação Catarinense de Cultura e Incentivo do Grupo Habitasul por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LIC), Prefeitura de Florianópolis, Fundação Franklin Cascaes.
O evento conta com talks e mesas-redondas para debater os problemas e desafios da capital catarinense para o futuro, e também terá ampla programação cultural com apresentações musicais, teatrais, de dança, amostras, entre outras atrações.
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