O jovem de 24 anos suspeito de matar a mãe e o padrasto simulou uma conversa com a vítima para tentar enganar a polícia e permaneceu dentro da residência em Itajaí com o casal por uma hora durante o crime. Esses e outros detalhes da investigação foram revelados pelo delegado Roney Péricles na tarde desta segunda-feira (2). 

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O rapaz foi preso de forma cautelar no domingo (1º) depois de diversas evidências o tornarem o principal suspeito do assassinato, que veio à tona no dia 23 de novembro, quando ele próprio ligou para os bombeiros e disse ter encontrado Pedro Ramiro de Souza e Susimara Gonçalves de Souza desacordados dentro da casa onde moravam sozinhos. As autoridades acreditam que o crime foi premeditado para ele ficar com a herança.

As mortes por asfixia ocorreram na noite do dia 21 de novembro. Roney conta que Pedro e Susimara saíram para jantar, momento em que a dupla — o filho e um comparsa — chegou ao imóvel e esperou por mais de duas horas. Uma câmera de segurança registrou o grito dado pela mãe pouco mais de três minutos após voltar do jantar. Mais de uma hora depois, a dupla de assassinos deixa o local. 

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No dia 23, o suspeito chamou o socorro após supostamente estranhar o sumiço da mãe e ir até o local para checar se estava tudo bem. Essa não foi a única mentira dele, revela Roney. Já naquela noite, o rapaz fez questão de mostrar aos policiais que havia conversado com a mãe na madrugada após o assassinato, na tentativa de criar um álibi. Ao que tudo indica, ele pegou o celular da mulher depois da morte dela e simulou a conversa de WhatsApp. 

Filho único da mulher e sem passagens policiais, o rapaz teria planejado o crime para ficar com os bens e a empresa do casal, negócio que ele não participava porque o padrasto o acharia imaturo para a missão. Quando as mortes foram descobertas, ele chegou a postar uma foto no Facebook em homenagem aos dois dizendo que “os amaria para todo sempre”. 

Durante o interrogatório, o suspeito ficou em silêncio. 

O laudo da Polícia Científica deve detalhar o que causou a asfixia, mas a análise ainda não foi concluída. Como o filho não confessou o assassinato, a polícia ainda não sabe a dinâmica de tudo que ocorreu naquela noite. Para Roney, o caso tem exigido uma investigação complexa e ainda há muito o que apurar. Depois das mortes serem descobertas, houve um furto na casa. Roney também tenta entender se o episódio tem relação com os homicídios ou se bandidos apenas aproveitaram para entrar por saber que a casa está vazia. 

O comparsa do principal suspeito ainda não foi identificado. Os dois devem responder por homicídio qualificado. 

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