Oficialmente o La Niña ainda não se formou, mas as condições do fenômeno já são observadas há semanas, o que na prática impacta diferentes regiões do mundo, inclusive Santa Catarina. Para o Estado, uma das maiores consequências são as chuvas irregulares e com alto poder destrutivo — como se viu em alguns dias deste mês. Na outra ponta, a falta de precipitação a ponto de resultar em estiagem também é realidade.
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A atualização do que se pode esperar do tempo nos próximos três meses foi feita pelo Fórum Climático, grupo de meteorologistas de diversos órgãos catarinenses que se reúne para fazer a previsão trimestral. Pelo que os modelos indicam, a condição de La Niña vai persistir ao menos até abril.
Os profissionais usam o termo condição porque para ser de fato um La Niña as temperaturas abaixo de -0,5ºC em um ponto do Oceano Pacífico precisam continuar por cinco meses consecutivos. O pico tem ocorrido neste janeiro, com observações que já chegaram a -1ºC, comentou um dos meteorologistas do grupo, o professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Mário Quadro:
— A pergunta de R$ 1 milhão é por quanto tempo essa temperatura abaixo de -0,5ºC vai persistir — disse.
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Se seguir assim, a configuração de um La Niña ocorrerá em abril. Até lá, essas temperaturas mais baixas e outras oscilações climáticas que acabam ganhando mais espaço por conta de um La Niña “tímido” influenciam Santa Catarina de duas formas principais: com tendência de menos chuva (o que preocupa a região do Oeste) e com o risco maior de temporais de verão mais extremos.
Como deve ser o trimestre
Diante deste e de outros fenômenos que impactam Santa Catarina, a previsão indica chuva dentro a acima da média em fevereiro — exceto para o Oeste. O período com maiores volumes deve ser a primeira quinzena. Em março, os acumulados devem ficar dentro do esperado para o mês. Em abril, o mais seco do trio, as chuvas devem cair na quantidade comum para a época. As precipitações, ressaltaram os meteorologistas, terão a característica da irregularidade.
Já para as temperaturas, a tendência é de que o calor continue dentro da normalidade e até um pouco acima em fevereiro e março. Em abril, os termômetros podem ficar um pouco abaixo do esperado para o começo do outono. É neste mês, inclusive, que se espera a primeira chegada do frio em 2025.
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