Zeli dos Anjos, sogra de Deise Moura dos Anjos e apontada como principal alvo do envenenamento de um bolo com arsênio que matou três familiares, em Torres, no Rio Grande do Sul, prestou depoimento à Policia Civil nesta segunda-feira (20). Na ocasião, ela disse que acredita que o único alvo da nora era ela, segundo informações do Bom Dia Brasil e do g1.
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A sogra de Deise chegou a ficar 19 dias internada após comer o bolo, servido durante o feriado de Natal. Ela recebeu alta na última semana, no dia 10 de janeiro. A Polícia Civil informou que Zeli “ajudou a esclarecer alguns pontos sobre as motivações de Deise para supostamente envenenar a família”.
Também foi ouvido pela polícia o marido de Deise, que também apresentou a presença da substância na urina após um exame. Não foram divulgadas informações sobre o depoimento de Diego Silva dos Anjos, marido de Deise.
O arsênio também foi identificado na urina do filho da mulher, que está presa desde o dia 5 de janeiro, suspeita de triplo homicídio duplamente qualificado e tripla tentativa de homicídio duplamente qualificado. A polícia divulgou algumas mensagens encontradas no celular de Deise, em que ela cita o filho e pede para que, se ela morrer, as pessoas cuidem dele e rezem por ela, “pois é bem provável que eu não vá para o paraíso”.
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A mulher também responderá pelo homicídio do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que morreu em setembro de 2024. O corpo dele foi exumado e, na análise, também foi encontrado arsênio.
Relembre o caso
O caso aconteceu no dia 23 de dezembro, durante uma reunião familiar em que pessoas da mesma família consumiram um bolo e passaram mal. Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos, Tatiana Denize Silva dos Santos, de 43, e Neuza Denize da Silva dos Anjos, 65, morreram após ingerirem o bolo.
Segundo as investigações, o veneno foi misturado à farinha usada para fazer o bolo. Deise é a principal suspeita do caso após ter ameaçado a sogra poucos dias antes de envenenar o alimento.
— Ela estava no dia 2 de setembro, quando ela fez o café com leite em pó e tudo mais, junto com seu marido, e também estava no local em que Zeli fez o bolo em Arroio do Sal. Ela também consumiu e foi para o hospital — diz o delegado responsável pelo caso, Marcos Veloso
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Defesa rebate
A irmã de Deise mandou uma carta ao Fantástico rebatendo as acusações. No documento, ela disse que a polícia já está a condenando antes do julgamento, que ela ajudou os sogros durante e após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, e que Deise nunca foi uma pessoa fácil de lidar, mas que isso não faz dela uma assassina.
O advogado de Deise disse que é necessário ter a presunção de inocência, já que o inquérito ainda não possui relatório final e, em relação aos dados extraídos do celular dela, afirmou que devem ser avaliados no contexto correto no qual estão inseridos.
Veja fotos do caso
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