O município de São João Batista, na Grande Florianópolis, decretou situação de calamidade pública em razão das chuvas intensas. Em publicações de alerta, a prefeitura classificou a situação atual como “uma das piores tragédias naturais já enfrentadas na cidade”.
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Uma força-tarefa atuou no município nesta segunda-feira (5) para limpar ruas e retirar entulhos das residências. Neste domingo (4), cerca de 14 famílias tiveram que ser retiradas do Morro do Macaco Branco, no interior do município, por conta do alto risco de deslizamento do morro que fica próximo às residências.
Em coletiva de imprensa na noite desta segunda-feira (5), a Defesa Civil informou que São João Batista tem dois abrigos abertos e que, no momento, ampara 50 pessoas.
— Amanhã [terça-feira (6)] pode ser que haja uma alteração desse número. Conforme a situação for voltando a normalidade, as pessoas vão saindo do abrigo para as suas casas. Só vai ficar quem não tiver condições de voltar ou quem precise ser retirado de suas casas — diz Fernanda Brasil coordenadora da Defesa Civil de São João Batista.
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A agente cita que há mais de 23 pontos de deslizamentos pontuais, que podem acarretar em casas interditadas.
Doações
Em postagem do Facebook, a prefeitura municipal informou que a distribuição de marmitas, a partir de agora, “serão entregues diretamente nas residências das famílias mais atingidas, conforme disponibilidade e informações repassadas pelas equipes volantes”. O motivo disso, segundo prefeitura, é a “impossibilidade de controlar com exatidão quais pessoas estão realmente com necessidade”.
O Salão Paroquial da Igreja Matriz, local que distribuía as marmitas, vai continuar aceitando doações dos alimentos para distribuição e também funcionará como refeitório para os voluntários. A prefeitura também declarou a necessidade de mais voluntários “para auxiliar na organização das atividades”.