O investidor estrangeiro atuou com mais intensidade na ponta compradora da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)pelo segundo mês consecutivo. Com isso o saldo de negociação direta fechou março positivo em R$ 1,44 bilhão, o melhor resultado desde abril de 2008.
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A animação do investidor estrangeiro fez com que o saldo de negociação direta na Bovespa ficasse positivo no acumulado em março, com saldo de R$ 1,33 bilhão.
O retorno do investidor estrangeiro reflete o arrefecimento da crise de confiança, seguindo medidas sem precedentes tomadas por governos e bancos centrais para conter a crise de crédito, segundo a Gradual Investimento. Fora isso, a política monetária expansionista de muitos países desenvolvidos para tentar debelar a recessão jogou para praticamente zero a rentabilidade dos títulos de renda fixa. Com isso, é natural que alguns gestores voltem a ter o Brasil no radar como opção de investimento.
No entanto, os economistas da Gradual acreditam que ainda é cedo para afirmar que esta seja uma tendência. Os riscos ainda são altos para o estrangeiro aplicar no país. Como exemplo citam a taxa de câmbio, que ainda não tem tendência definida, e é fator crucial para a tomada de qualquer decisão de investimento.
– No entanto, é interessante notar, com certo alívio, que a bolsa está sendo vista com bons olhos de novo.
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Um dos motivos que ajuda a explicar o desempenho positivo do Ibovespa no período é a compra líquida de ações durante o mês passado. O principal índice do pregão brasileiro acumulou alta de 7,18% em março, melhor desempenho mensal desde abril de 2008.
No mês passado, os não residentes efetuaram compras no valor de R$ 30,908 bilhões, enquanto as vendas somaram R$ 29,467 bilhões. As informações são do site G1.