Santa Catarina é referência na produção de pitaya no Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, o maior produtor. Ao todo são 300 hectares plantados em solo catarinense, e o Sul do Estado corresponde a 90% dessa área. A estimativa para a colheita, que inicia nesta quinta-feira (6) na região e deve ir até maio, é de 5,3 mil toneladas.

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Conforme a Epagri, o movimento financeiro apenas na região Sul deve ser de R$ 15 milhões. Em todo o Estado, o valor deve ultrapassar os R$ 18 milhões com uma produção acima das 6,5 mil toneladas, um aumento em comparação com as 5 mil colhidas na safra passada.

De acordo com o extensionista rural Diego Adílio da Silva, líder do projeto Fruticultura da Epagri no Sul catarinense, um dos fatores para o aumento de pomares foi o incentivo à diversificação das áreas plantadas com tabaco e o perfil do produtor da região.

— O aumento da produção se dá também pelo amadurecimento dos pomares. A pitaya inicia sua produção a partir do terceiro ano de cultivo — completa Diego.

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Produção no Sul de SC

Os municípios com o maior cultivo são Santa Rosa do Sul, São João do Sul e Sombrio. A propriedade rural da família de Henrique Nascimento de Souza, estudante de agronomia, que conta com 2,5 mil metros quadrados plantados, a estimativa para a safra deste ano é de 13 toneladas O local reúne diferentes variedades da fruta, gerando manejos distintos.

— Dois terços do nosso pomar são de uma variedade autopolinizante, ou autofértil, com chamam. O restante é necessária a polinização, que é feita de forma cruzada, quando você tira o pólen de uma flor e passa para a outra — explica Henrique.

Conforme a Epagri, a colheita acontece geralmente entre dezembro e maio, dependendo das condições climáticas. Para a preservação do pomar, são utilizadas técnicas como a plantação de outras culturas junto às pitayas.

Veja fotos da produção de pitaya em SC

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— A gente usa a cultura de cobertura com amendoim forrageiro, que ajuda na fixação de nitrogênio, que é um dos principais macronutrientes utilizados pelas plantas. Além de diminuir capinas e uso de herbicidas, preservando a planta — afirma Henrique.

Uma curiosidade é que a “fruta dragão”, como a pitaya também é conhecida, tem a polinização feita à noite, momento em que abrem as flores. O extensionista Diego Adílio explica que, apesar de ser uma fruta rústica, ela necessita de inúmeros cuidados.

— Os principais manejos são adubação e poda, além do manejo do solo com plantas de cobertura e roçadas. A polinização vem diminuindo de intensidade em virtude da substituição de materiais alógenos para autógrafos — explica Diego.

Mercado das pitayas catarinenses

A maior parte da produção de Santa Catarina é vendida para o Ceagesp, em São Paulo. Outros mercados importantes são Curitiba e Rio de Janeiro. No ano passado, segundo produtores, o preço por quilo da fruta chegou aos R$ 7, mas ao decorrer da safra e aumento das entregas, os valores caíram para R$ 3.

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O evento que marca oficialmente a abertura da colheita em Santa Catarina acontece nesta quinta-feira (6), às 10h30. no município de Jacinto Machado. O dia de campo demonstrativo da Cooperja, Epagri e Secretaria de Estado da Agricultura Pecuária, será aberto a todos os públicos.

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