Enquanto os clubes seguem a busca de reforços e os treinadores fazem os últimos ajustes em campo antes de a bola começar a rolar, longe das quatro linhas a direção da Federação Catarinense de Futebol (FCF) aproveita a reta final para trabalhar nos detalhes que antecedem o início do Campeonato Catarinense 2022.
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Tem a preocupação com a crise sanitária que afeta o Estado, a expectativa de um campeonato de bom nível técnico, reforço nos trabalhos com a arbitragem para elevar o nível de quem vai comandar os jogos e outros detalhes que permeiam a rotina dos dirigentes da FCF. Tudo isso é abordado no bate-papo com o presidente da FCF, Rubens Angelotti.
LEIA ABAIXO A ENTREVISTA:
Jéssica Cescon: Depois de um ano com calendário atípico no futebol por conta da pandemia, qual é a expectativa da Federação com o Campeonato Catarinense de 2022?
Rubens Angelotti: As expectativas são as melhores possíveis. Ficamos praticamente dois anos sem público e agora teremos a oportunidade de iniciar a temporada com a presença do torcedor. Sabemos que a pandemia da Covid-19 continua e assusta, mas acreditamos que com os protocolos sanitários adotados, a partir da Secretaria de Estado da Saúde, poderemos contar com jogos em segurança para todos.
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Jéssica Cescon: E qual é a expectativa da Federação com o nível técnico da competição?
Rubens Angelotti: Estamos acompanhando as movimentações dos clubes. Todos estão se reforçando bastante e com qualidade. Com certeza temos um dos campeonatos mais competitivos do Brasil. É uma competição bastante atrativa e que desperta o interesse de vários atletas em vir jogar aqui. Temos representantes no Campeonato Brasileiro das quatro séries. É uma ótima vitrine.
Jéssica Cescon: Ainda vivemos um momento de incertezas em relação à pandemia. Existe a preocupação com a volta da proibição de público nos estádios? A Federação está preparada para cumprimento de protocolos?
Rubens Angelotti: A preocupação existe. Vivemos um momento delicado e que exige atenção. Mas acreditamos nos protocolos adotados. Nossa prioridade é que todos os envolvidos estejam em segurança, mas também precisamos pensar que são muitas famílias que dependem do futebol. É uma situação complexa e que vamos ter atenção juntamente com os clubes, seguindo os protocolos sanitários do início ao fim. Estamos preparados, principalmente pela experiência das últimas duas temporadas.
Jéssica Cescon: Do ponto de vista institucional, a parceria com empresas consolidadas no mercado catarinense pode virar referência para outras federações do país?
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Rubens Angelotti: É complexo apontar algo sobre o trabalho de outras federações, mas o que posso falar é que nossa parceria com o Fort Atacadista, que dá nome à nossa principal competição, é uma união de duas instituições fortes e que buscam o mesmo objetivo, que é o fortalecimento e posicionamento de marca.
Jéssica Cescon: Desde que o árbitro assistente de vídeo (VAR) começou a atuar no Brasil, a arbitragem tem sido alvo de muitas críticas. A tecnologia pode estar presente no Campeonato Catarinense? E como a arbitragem se prepara para atuar de maneira segura sem o VAR?
Rubens Angelotti: É uma possibilidade, mas é preciso ser discutida com os clubes. Uma questão relevante também é sobre os custos para utilizar a tecnologia, o que não torna tão simples a sua viabilidade. A arbitragem em alguns casos gera controvérsias, mas confiamos plenamente no nosso Departamento de Arbitragem. Inclusive, até este sábado ocorre a pré-temporada dos nossos árbitros e assistentes, que conta com palestras online com profissionais renomados, e atividades físicas e técnicas presenciais.
Jéssica Cescon: Esta é a segunda temporada com a nova fórmula do campeonato, com 12 clubes. A Federação está aprovando esse formato? Ele deve continuar para os próximos anos?
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Rubens Angelotti: Aprovamos a fórmula sim, principalmente para o ajuste de datas que temos disponíveis. Para os próximos anos é complicado falar agora, pois depende do Conselho Técnico. Os clubes precisam ser ouvidos e também é importante ressaltar que a cada ano a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos disponibiliza um número de datas. É preciso conversar para conseguir encontrar o melhor caminho para todos.
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