Uma universidade de Joinville recebe na próxima sexta-feira (20) um robô humanoide chinês, adquirido por R$ 690 mil. A máquina foi projetada para executar tarefas complexas e interagir com ambiente e humanos e vai fazer parte dos projetos desenvolvidos pelo Grupo de Automação de Sistemas e Robótica (GASR), vinculado ao Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), da Udesc.
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Este é o primeiro robô humanoide multitarefas da fabricante chinesa Unitree e foi adquirido para integrar os investimentos realizados pelo GASR e universidade para consolidar a Udesc Joinville um centro de excelência em pesquisa na área de robótica móvel. Ao todo, foram investidos R$ 690 mil na compra, provenientes de recursos extras do Qualifica IV, programa da Udesc.
Veja imagens do robô humanoide
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A tecnologia foi adquirida por meio da Gohubby, primeira empresa a trazer um carro voador ao Brasil.
— O humanoide desenvolvido pela Unitree é o que existe de mais tecnológico no segmento hoje, trazendo novas possibilidades para as interações entre humanos e robôs e tornando os processos mais eficientes e seguros — afirma Adriano Buzaid, CEO da Gohobby.
Como o robô humanoide irá atuar
A inovação é projetada para executar tarefas complexas e interagir de maneira eficiente com o ambiente e pessoas ao seu redor, reconhecendo gestos e comandos de voz. Dentre suas principais características estão a capacidade de realizar movimentos humanos repetitivos com exatidão; a mobilidade em ambientes complexos; a aplicação em ergonomia, reabilitação e ações assistivas; e a versatilidade em simulações industriais e educacionais.
Segundo o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Udesc Joinville, Douglas Wildgrube Bertol, que coordenou a compra, o robô deve colaborar tanto para o ensino, como para a pesquisa e a extensão.
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No ensino, a expectativa é de que a inovação amplie as oportunidades de aprendizado prático em robótica e inteligência artificial para os estudantes de graduação e pós-graduação.
Para a pesquisa, a universidade projeta o uso do produto para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras em interfaces humano-robô, planejamento de movimentos e aprendizado de máquina.
Já na extensão, Bertol sinaliza que a intenção é usar a robótica para inspirar e capacitar a comunidade, especialmente em projetos que demonstrem aplicações desses equipamentos em ações do dia a dia, da indústria e serviços.
— Nossa aposta é que o robô humanoide será uma ferramenta estratégica para ampliar a entrega de ciência, tecnologia e inovação da Udesc à sociedade catarinense e brasileira — ressalta Bertol.
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O professor completa destacando que o humanoide possibilitará à universidade gerar resultados na ciência, tecnologia e inovação.
— Com impactos diretos na formação de talentos, no desenvolvimento de soluções inovadoras para setores como saúde, indústria e educação, aproximação com a comunidade para democratizar o acesso à robótica e transferência tecnológica por meio de parcerias com instituições internacionais e empresas — enfatiza.
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