A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado vota nesta quarta-feira o relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT), aprovado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, que pede a cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
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Após essa etapa, a matéria será votada em plenário no dia 11 deste mês. Para cassar o mandato de Demóstenes são necessários 41 dos 81 votos dos senadores. A votação em plenário é feita de forma secreta.
O advogado de Demóstenes, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, informou que seu cliente não comparecerá à reunião da CCJ.
– Vou fazer uma defesa técnica – declarou o advogado.
Kakay também disse que Demóstenes continuará se manifestando sobre o processo por meio de discursos em plenário.
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Até a decisão final, o senador Demóstenes Torres promete fazer discursos de defesa na tribuna. No primeiro, na segunda-feira, o parlamentar pediu desculpas a cada um de seus colegas. Ele também disse ser vítima de um processo de difamação causado pelo vazamento de conversas gravadas pela Polícia Federal durante as operações Vegas e Monte Carlo.
Demóstenes é acusado de relações estreitas com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de operar um esquema de jogos ilegais e tráfico de influência que contava com a participação de políticos e empresários.