A polêmica está no ar. Este tipo de amistoso que o Avaí vai realizar esta noite, contra um time B do Tubarão, acrescenta alguma coisa? É público e notório que, no momento, o Avaí não tem um time. E se não tem, é perigoso se expor, pois pode estar queimando alguns garotos com chances de crescer no futuro. Mas há uma corrente que entende que, para se formar um time, é preciso colocar o que existe no momento em atividade. Claro, jogar é importante e necessário. Como fazer, na hora certa e contra o adversário exato, é que precisa ser bem avaliado. A política de jogar por jogar não leva a nada. Além disso, todos sabem que o Avaí vai precisar de, pelo menos, uns seis reforços para mesclar com a prata-da-casa, caso contrário, o torcedor vai acabar perguntando: “Onde vais, Avaí?” Precedente Parece praxe no Avaí uma certa lentidão para que as coisas sejam definidas. Foi assim no Campeonato Estadual. Quando decidiu contratar, o fez em penca, exagerou. Para o Módulo Amarelo aconteceu o mesmo. Demorou tanto que acabou faltando o jogador-base, que poderia ter levado o time a ser mais ofensivo. Quando Luiz Carlos Cruz dirigiu o Avaí empolgou-se com o time de juniores e esqueceu de contratar. Não chegou a lugar nenhum. Alguém precisa alertar os dirigentes para o problema da indefinição nas ações do futebol. Com a palavra, o homem-forte das contratações, João Carlos. Aos 48, ufa!!! O público que tradicionalmente comparece ao Morumbi não perdoa nada. Quase que ocorreu um desastre. Persistia um 0 a 0 encardido, ruim de assistir, o tempo passava, o público vaiava Rivaldo, chamava a Seleção de “timinho” e toda aquela situação que vimos muitas vezes nessas Eliminatórias. Menos mal que houve o gol salvador de Roque Júnior, aos 48 minutos do segundo tempo, e abriu uma brecha para que Leão respire e tente organizar algo um pouco melhor do que vimos. Memória Dia 12 de junho de 1921, às 19h, na rua Padre Roma, número 27, na residência do sr. Ulisses Tolentino, foi fundado o Figueirense Footbool Club. Uma pré-reunião foi realizada no dia anterior, na barbearia do Sr. Jorge Ramos, na esquina das ruas Pedro Ivo com Conselheiro Mafra, no Centro de Florianópolis. João dos Passos Xavier soube da reunião, compareceu e foi escolhido o primeiro presidente da história do Figueira. Suas primeiras palavras: “Aceito o cargo, porque nenhum torcedor pode deixar de acompanhar colegas em ocasiões precisas.” Definições No Figueirense, o homem-forte do futebol, José Laércio Madeira, o Dedé, passou o feriado fazendo contatos. A qualquer momento teremos novidades. O Figueira sabe que vai precisar contratar e, podem ter certeza, o time alvinegro vai aparecer bem diferente na primeira competição de 2001, que é a Copa Sul/Minas. Os nomes citados na coluna de ontem surpreenderam os dirigentes, que não conseguem entender como as notícias voam. Foi uma correria. A lista Dedé foi ouvido ontem pela turma do Debate Diário sobre os nomes que o Figueirense poderá contratar. Em nenhum momento desmentiu as possíveis contratações de César Silva, Alberto e até Fábio Amaral. Claro que foi elegante, porém poderia ter descartado categoricamente. Confirmou, inclusive, que tem uma lista de jogadores já contatados. Misterioso Será que o presidente Paulo Prisco Paraíso já conseguiu uma vaga na Copa do Brasil e ninguém sabe? Não duvidem, o homem anda meio na muda e passarinho na muda não canta. Copa Sul/Minas, Estadual, Camponato Brasileiro e mais uma que está sendo mantida em segredo. Homem rápido, não? Traíras O judoca de Chapecó Robson Nunes, que ganhou duas medalhas de ouro nos Jasc, voltou indignado de São Paulo, onde foi impedido de lutar. Segundo Robson, o motivo foi um documento enviado para Santos, onde se realizam os Jogos Abertos de São Paulo, comprovando sua participação nos Jasc. A delegação de Santo André ficou com medo de ter impugnada sua participação, pois o regulamento dava margem para uma interpretação dúbia. “Foi uma atitude irresponsável de traíras que enviaram o documento”, afirmou o judoca. Moleque de futuro Habilidade, visão de jogo e goleador. Características de um craque que foram exibidas com maestria na partida final do Moleque Bom de Bola. Trata-se do blumenauense Evandro, um meia de 14 anos, artilheiro da competição com nove gols. Contra o São Miguel D?Oeste, Evandro fez três dos quatro gols da equipe.

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