O bilionário Michael Bloomberg anunciou nesta semana que a fundação liderada por ele vai financiar ações do órgão climático da ONU que buscam estimular os países a cumprirem as metas do Acordo de Paris. O gesto ocorre após o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a saída do país do Acordo de Paris, tratado em que os países se comprometem a reduzir as emissões de carbono para conter o aquecimento global.
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Michael Bloomberg é ex-prefeito de Nova Iorque e era membro do Partido Republicano, mas concorreu à indicação do Partido Democrata para concorrer a presidente nas eleições de 2020, em oposição a Donald Trump.
Segundo o ranking da Forbes, Bloomberg tem fortuna estimada em 104 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 624 bilhões na cotação atual. O patrimônio do bilionário foi construído principalmente no ramo da mídia.
O gesto de Bloomberg vai permitir o custeio das ações do órgão da ONU que atua na questão das mudanças climáticas. A estimativa é de que os Estados Unidos fossem responsáveis por 22% do orçamento do órgão climático. Entre 2024 e 2025, o orçamento da instituição é de 96 milhões de dólares (R$ 575 milhões).
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Bloomberg assume pela segunda vez o financiamento das ações do órgão climático que atua em favor do Acordo de Paris. A primeira vez ocorreu no primeiro mandato de Trump, em 2017, quando o então presidente também comunicou que o país deixaria o tratado internacional contra o aquecimento global. O empresário também se comprometeu a novamente criar uma plataforma capaz de informar o mundo sobre a evolução do país nas metas ambientais que envolvem o Acordo de Paris.
“De 2017 a 2020, durante um período de inação federal, cidades, Estados, negócios e o público responderam ao desafio de preservar os compromissos de nosso país, e agora estamos prontos para fazer isso novamente”, afirmou Bloomberg, em um comunicado.
A saída dos EUA afeta todo o mundo em razão da maior dificuldade de alcançar as metas climáticas, inclusive o Brasil, que este ano sedia a COP 30, ocasião em que líderes mundiais se reúnem para discutir os problemas ambientais globais.
Quem é Michael Bloomberg
Bloomberg tem 82 anos e fez fortuna ao trabalhar em Wall Street e, depois disso, criar a Innovative Market Systems, empresa de comunicação que geraria a maior parte da fortuna do empresário. O foco foi a produção de informações comerciais com uso de gráficos, dados e apresentações visuais a investidores. O grupo inclui a Bloomberg News, que incluía serviço de informações de TV fechada sobre o mercado financeiro mundial.
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Foi prefeito de Nova Iorque após os ataques de 11 de setembro de 2001, permanecendo no cargo entre 2002 e 2013.
Em novembro de 2020, Bloomberg confirmou que votou na candidata Kamala Harris, do Partido Democrata, candidata derrotada por Donald Trump na disputa presidencial. Em um artigo publicado na imprensa norte-americana, afirmou que não concordava com Kamala em todos os aspectos, mas que votou nela “sem hesitação”.
No texto, ele também não economizou nas críticas a Donald Trump. “A maneira desprezível como ele fala sobre imigrantes – ecoando frases que os nazistas usavam – é tão vergonhosa quanto perigosa”, escreveu. Reportagem do jornal The Guardan de 2019 relatou que Bloomberg e Trump até chegaram a ser próximos até o fim da década de 2000, mas viraram praticamente “inimigos” na última década, após a entrada definitiva de Trump na política.
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