A crise nas empresas de Eike Batista está influenciando também a vida esportiva do Rio de Janeiro, e afetando alguns projetos que envolvem os grandes eventos previstos para os próximos anos na cidade.
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Depois que os negócios começaram a despencar, Eike mandou cortar muitos investimentos em locais que fazem parte da rotina dos cariocas. Na Lagoa Rodrigo de Freitas, ponto turístico importante e que vai receber as provas de remo na Olimpíada de 2016, o trabalho de despoluição, em parceria com o governo do Estado do Rio, acabou interrompido. O grupo EBX já tinha aplicado R$ 23 milhões.
O tradicional Hotel Glória, que certamente teria lotação completa na Copa, foi comprado por Eike por R$ 80 milhões para ser totalmente reformado. Previsto para ser reinaugurado em 2011, ainda está em obras e sem anúncio de data de conclusão. A IMX, que tem um percentual no consórcio que administra o Maracanã pode ser vendida. Além disso, o contrato com o governo do Rio corre o risco de ser cancelado, já que com a manutenção do estádio de atletismo e do complexo aquático não haverá espaço para construção de edifício-garagem e centro de entretenimento.
O RJX, time de vôlei atual campeão da Superliga, está perdendo vários jogadores e vive um momento de incerteza. Por fim, o repasse de R$ 20 milhões por ano para as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadoras) também foi cortado. De qualquer maneira, a principal política de segurança do governo, garantindo a tranquilidade necessária para os grandes eventos, segue normalmente.
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