Lembra os terríveis rumores sobre o Xbox de que os jogos exclusivos sairiam na concorrência? Pois é. Eles eram parcialmente reais.
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Em uma apresentação oficial, a Microsoft confirmou que quatro games do Xbox, sem ser Starfield e Indiana Jones, estarão em outras plataformas em um futuro não muito distante.
A apresentação da Nintendo desta semana já confirmou dois: Grounded e Pentiment. E outros dois vão sair no PS5: Hi-Fi Rush e Sea of Thieves.
E agora fica aquela pergunta: eu, como jogadora de Xbox, como devo me sentir em relação a isso? Ou, talvez uma questão ainda mais sensata: devo me importar?

A Joana mais jovem, vidrada na guerra dos consoles, com certeza já estaria protestando. Como assim, Microsoft?
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Mas, se você me perguntar como eu me sinto atualmente, olha… Confesso que não estou me importando muito. Não apenas porque não dei muita bola para esses títulos em questão, mas por outros motivos também.
Joguei todos esses quatro títulos, com exceção de Pentiment, que parece legal. Não gostei de nenhum dos outros três. São bons jogos, mas não são para mim. E tudo bem.
Qual a grande perda para o ecossistema Xbox com a ida desses títulos para a concorrência? Olha, não acho que seja muito significativo.
Para mim, continua pouco transparente a estratégia da Microsoft. Ela quer vender jogos ou só a Gamepass? Ela quer vender o console Xbox ou somente assinaturas? Ela espera que as pessoas comprem o videogame por causa dos exclusivos ou por outros motivos?
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A estratégia da Microsoft é problema dela, claro. Mas nós, como jogadores, merecíamos saber mais, eu acho. Se a gente vai investir num videogame caro, principalmente no caso do Series X, acredito que a gente queira que ele dure bastante tempo, certo? E que a empresa não o abandone.
Se você é louco por videogame e já tem uma certa idade, tenho certeza de que já embarcou em alguma canoa furada dos games. Mesmo que você tenha se divertido bastante com algo que não fez lá tanto sucesso, é inegável que às vezes as empresas têm pouco a oferecer ou abandonam projetos.
Pense em um Gamecube, que apesar de ser um videogame incrível teve menos jogos third parties que o PS2 e Xbox, além de discos caríssimos, um PS Vita, que não durou muito, ou mesmo o Kinect, com títulos limitados e abandono posterior da Microsoft. Ou o Dreamcast, que a Sega não conseguiu segurar.

Então a gente quer saber que o nosso investimento vai sim valer a pena. Ao contrário da Joana mais jovem, eu já não estou dando muita bola para alguns exclusivos da Microsoft irem para a concorrência. Vai que hoje em dia, com algumas produções sendo tão caras, os títulos venderem em outras plataformas serve para ajudar a pagar as contas ou dar mais lucro.
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Hoje em dia, se você tiver um PC robusto e alguma paciência vai ter, praticamente, todos os jogos do Xbox e PS5. Então não estamos tão distantes assim de uma máquina que rode tudo.
Meu receio é apenas que tenhamos menos videogames no mercado, e daí quem sobrar vai poder cobrar o que quiser. Para o consumidor, parece-me que sempre quanto mais oferta, melhor.
Não estou exatamente preocupada com o futuro do Xbox. A Microsoft que se preocupe. Só quero que a galera que tem o Series X não seja sacaneada com um abandono, uma retirada do Xbox do mercado.
Não me parece ser o que está acontecendo aqui. Mas continuo achando que a Microsoft não joga limpo com os consumidores.
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