Provas de corridas demandam esforço, resiliência e capacidade de superar desafios, mas não somente de quem participa como atleta – também de quem organiza. Eventos esportivos de grande porte costumam reunir milhares de pessoas, o que requer estrutura adequada, planejamento estratégico, organização, eficiência e uma equipe qualificada, além da paixão pelo mundo da corrida.

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Foi com esses requisitos que a Corre Brasil, que organiza a prova de meia maratona SC21K no dia 24 de novembro na capital catarinense de Florianópolis, conseguiu ampliar o número de eventos, que chegam a sete de realização própria no calendário anual, além da prestação de serviços para organização de provas de terceiros.

Além da SC 21K, com 3 quilômetros (km), 5 km, 15 km e 21 km, a Corre Brasil é proprietária dos seguintes eventos: Meia Maratona de Balneário Camboriú (BC), Rio do Rastro Marathon (Orleans), Costa Esmeralda Trail (Itapema, Bombinhas e Porto Belo), Desafio Beto Carrero (Penha), Brisas (BC) e Maratona Internacional de Pomerode (Pomerode).

Hoje, a empresa é uma das principais organizadoras de eventos esportivos do cenário catarinense, mas a trajetória começou aos poucos, com o objetivo de divulgação de um produto  no município de Pomerode – onde a companhia realiza hoje evento de maratona, com provas de 6 quilômetros, 21 km, 42 km e a prova kids.

Em 2008, o atual diretor Ricardo Ziehlsdorff, então funcionário de uma fábrica de laticínios, decidiu divulgar um queijo light através de uma corrida. Não apenas foi um sucesso como ele decidiu que queria continuar a promover provas do tipo.

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 – A experiência foi tão marcante que ele optou por focar sua vida profissional na realização de eventos. Ano após ano, a Corre Brasil foi ganhando corpo, organizando corridas em diferentes cidades e estados – destaca Mariana Neves, coordenadora de eventos da Corre Brasil.

Após a expansão das atividades, a companhia decidiu, de forma estratégica, pela especialização na realização de eventos em solo catarinense. A decisão foi corroborada pelo reconhecimento nacional, atraindo atletas de todos os estados para participação das provas no estado.

Durante a pandemia, o período foi de dificuldades, devido à necessidade das medidas de isolamento social para evitar a propagação da covid-19. Mesmo com as dificuldades financeiras, a Corre Brasil sobreviveu ao período de 16 meses sem provas presenciais.

– Esse foi um período de resiliência e novas descobertas, pois, no final da pandemia, a Corre Brasil participou de uma licitação do governo para realizar arenas multiesportivas em 12 praias do litoral catarinense, o que ampliou sua atuação e abriu portas para novas oportunidades – recorda Neves.

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Após esse período difícil, a companhia investiu em infraestrutura para eventos de grande forte e agora conquista um portfólio robusto, sendo uma das precursoras no Sul do país em transformar corridas de rua em uma experiência completa, com shows, espaços culturais e entretenimento, sem perder a eficiência técnica das provas. Além das provas de corrida de rua, organiza eventos em outros segmentos, atuando em esportes com  beach tennis, ciclismo e futevôlei.

Busca por excelência para reforçar posição estratégica no mercado

Desde o início da trajetória empresarial, a Corre Brasil busca ouvir os atletas e aproximar a companhia dos objetivos do cliente. Para que isso seja possível, são realizadas pesquisas de satisfação após cada evento, mas a companhia prioriza ainda a realização de um atendimento humanizado em todas as etapas de relacionamento com o cliente, envolvendo toda equipe administrativa e operacional para que a entrega dos eventos seja com padrão de excelência.

Os principais desafios para continuar em destaque no mercado, segundo Neves, são acompanhar as mudanças no comportamento do cliente, além de desempenhar um papel educativo com a comunidade e com órgãos públicos a respeito da importância dos eventos esportivos para os municípios onde atuam. Além disso, a empreendedora cita dificuldade para buscar a viabilidade financeira para realização dos eventos com experiências diferenciadas.

Para atuação dos eventos, Neves considera dois principais itens como dificuldades, incluindo a burocracia para liberação de vias e a busca por patrocínios para a realização das provas.

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– Em relação à burocracia, temos eventos em que não conseguimos criar novas modalidades ou aumentar o número de participantes devido a restrições de horário e disponibilidade de uso das vias. Já sobre o patrocínio, devido aos altos custos para realizar um evento de qualidade, dependemos de parceiros para viabilizá-lo, pois o valor arrecadado com as inscrições não cobre todos os custos – completa, citando que grandes players costumam focar na região Sudeste, mas há espaço para forte ampliação nesta frente dentro do estado.

A empreendedora entende que hoje, poucas empresas enxergam o valor de investir em marketing de experiência, patrocinar um evento para aumentar o engajamento e conexão com o público. No entanto, ela considera essa uma estratégia assertiva para que as companhias reforcem uma imagem positiva na comunidade, participando ativamente de eventos que promovem a qualidade de vida da região.