O Projeto Acalento, em Lages, nasceu da necessidade de ampliar o acesso de crianças e adolescentes em acolhimento institucional à novas referências de convivência e afeto, bem como a vivências potencializadoras que a cidade possa oferecer por meio do engajamento da sociedade civil.

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A iniciativa será apresentada nesta quinta-feira (18), às 19h, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas, da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac).

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— Queremos fortalecer a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional, garantindo a eles a possibilidade de vivenciar novas realidades através do apadrinhamento afetivo, com relações familiares sem violações, negligências e abandono — explica Cláudia Bassin, secretária de assistência social de Lages.

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Cláudia ressalta, ainda, que o Acalento quer chamar a atenção da comunidade lageana para um olhar sensível às crianças e adolescentes que vivenciaram as mais diversas situações de violação dos seus direitos fundamentais, situação que os colocaram em lugares de desproteção e vulnerabilidade.

— Quando a família não reúne condições para garantir a proteção social, são deveres constitucionais da sociedade garanti-la à infância e adolescência em seus inúmeros aspectos. Com o Acalento queremos sensibilizar e captar pessoas e instituições com interesse e disponibilidade de tornarem-se “padrinhos e madrinhas” dessas crianças e adolescentes — completou.

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— Tornar-se padrinho é, antes de tudo, uma experiência de afeto e crescimento mútuo, em que os envolvidos constroem juntos novos sentidos de relação e convivência — ressalta Charles Andrade, diretor de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Secretaria de Assistência Social.

O apadrinhamento em suas três vertentes

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que o apadrinhamento é uma forma de estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescente vínculos externos à instituição para fins de convivência, numa forma de colaborar para seu desenvolvimento social, físico e educacional. As formas de apadrinhamento podem ser por meio da prestação de serviços, apoio financeiro e/ou afetivo.

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— Ressaltamos que cada uma delas exige critérios específicos da pessoa ou empresa interessada em participar — explica a secretária Cláudia Bassin.

Afetivo

Neste caso o padrinho ou madrinha visita regularmente a criança ou adolescente no Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica) – (unidades de “abrigos” nos bairros Santo Antonio e Guarujá), buscando-a (o) para passar fins de semana, feriados ou até férias escolares em sua companhia. Proporciona a promoção social e afetos positivos, e revela possibilidades de vivências familiar, comunitária e social saudáveis geradoras de experiências exitosas aos envolvidos.

Prestador de serviço

Neste caso o padrinho ou madrinha é profissional liberal ou empresa cadastrada para atender às crianças e adolescentes participantes do Projeto, conforme sua especialidade de trabalho. Tais como médicos, enfermeiros, dentistas, professor de dança, música, artes, educação física, entre outros profissionais que apresentem, à Diretoria de Alta Complexidade da Secretaria Municipal da Assistência Social, projetos viáveis para implementação nos Saicas.

Provedor

Esta modalidade ocorre através do apadrinhamento e fornecimento de apoio material ou financeiro à criança e/ou adolescente, seja por doação de material, que supra necessidades dos acolhidos ou com patrocínio de recursos para atividades de lazer, esporte, saúde e educação, ou, ainda, por melhorias ou aquisição de materiais pertinentes ao espaço físico dos Saicas.

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Serviço

Para saber mais sobre as opções de apadrinhamento e participar do Projeto Acalento é possível entrar em contato com a equipe da Assistência Social do município de Lages:

  • Telefone: (49) 30192615
  • Instagram: acalentolages
  • Endereço: Praça João Ribeiro, 13, próximo a Catedral.
  • Email: protecaoalta.sas@lages.sc.gov.br

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