Com temperatura amena e vento sul soprando na cidade, está aberta a Maratona Cultural de Florianópolis, um dos maiores eventos multiculturais de Santa Catarina, e que marca os festejos dos 351 anos da capital do Estado. O ‘sextou’, o primeiro desse outono 2024, atrai um público diverso e animado. É o que mostram os grupos de pessoas que, no final da tarde, começaram a circular pelas ruas históricas da velha Desterro.
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Um dos locais de maior concentração é o entorno do palco Eli Heil, montado no Parque Metropolitano Francisco Dias Velho. Também pudera: apresentações gratuitas de mistura de ritmos, como axé e carimbó, reggae, rock. Teve também música latinoamericana. O show nacional é da roqueira baiana Pitty, que com mais de 20 anos na estrada, atravessa gerações.
Por volta das 18h30min, muita gente já se amontoava para assistir Macaxeira Frita, grupo local, que abriu com uma música falando das bruxas, em estilo tradicional e eletrônico. Na sequência, o também nativo e empolgante Dazaranha. O intervalo musical eletrônico ficou por conta do DJ Góia. Grande expectativa para às 21h30min, quando sobe no palco a cantora Pitty.
Confira toda a programação da Maratona Cultural
Claudiana Sá, em férias, veio curtir Pitty com o filho, Lucas, e a esposa Tainara:
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— A gente gosta de música e agora que moramos em Florianópolis queremos aproveitar para conhecer a cultura local — explica Lucas.
As manezinhas Renata e Heloísa literalmente vestiram a camiseta do Dazaranha. Para elas, nada poderia ser melhor para comemorar o aniversário da cidade do que curtindo a banda mais “mané”.
Veja imagens da Maratona Cultural nesta sexta-feira
Documentário, roda de conversa e exposições
São muitas as alternativas. No Museu de Florianópolis Sérgio Grando, apresentação de documentário e uma roda de conversa sobre a cantora Neide Mariarrosa. O vídeo foi feito em 2008 pela jornalista Fernanda Perez, que participou da conversa.
Neide foi cantora e radioatriz que projetou Florianópolis nos anos 1950, tendo ido para o Rio de Janeiro a convite da diva Elizeth Cardoso. A amiga do poeta Zininho foi a primeira a interpretar Rancho de Amor à Ilha, o hino da cidade de Florianópolis.
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— A gente só sente saudades das coisas boas — conta Tereza Krueger, irmã de Neide.
Alegria também demonstrou o irmão Maximiliano:
— A gente é agradecido por esse documentário que preserva a memória de nossa Neide.
Quase no mesmo horário, na galeria de arte do Mercado Público, o fotógrafo Zé Paiva abria a exposição “Expedição Natureza da Ilha” onde mostra a biodiversidade e que também marcam um livro recém-lançado.
— Eu admiro muito as fotografias do Zé, pois ele nos leva para o local, para o cenário. É como se os espinhos da flor, por exemplo, fossem nos espetar — conta Maria Luiza Mello Folster, formada em Fotografia e estudante de Artes Visuais.
Poucos metros adiante, na Casa de Odara, na rua João Pinto, a exposição “Máscaras africanas”.
E até domingo serão 379 eventos em 15 bairros. As comemorações dos 351 anos de Florianópolis incluem apresentações de teatro, shows musicais, exposições de arte, visitas guiadas, mostras de dança, exibições de documentários, rodas de conversa, intervenções artísticas.
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