Uma apresentação do Xbox na semana passada mostrou um primeiro vídeo de jogabilidade do novo jogo do Indiana Jones, chamado Indiana Jones and the Great Circle. Estava bem empolgada, mas um detalhe tirou meu entusiasmo pelo game. Muitas partes desse vídeo mostravam a jogabilidade em primeira pessoa.
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E não era qualquer parte, mas no combate e até na resolução de um quebra-cabeça. Sim, você vê, em primeira pessoa, o Indiana Jones jogar o chicote para combater os inimigos. Não sei o que você acha disso, mas eu fiquei desanimada.

Para mim, uma das grandes graças do videogame é ir para outro lugar, explorar outro ambiente, ser outra pessoa. A primeira pessoa, para mim, geralmente é frustrante. Como assim eu não vou ver o Indiana Jones? Chega aqui o nosso momento de reflexão: qual a sua opinião sobre isso?
Tem jogos que fazem sentido para mim serem em primeira pessoa, como os do gênero tiro. As séries Doom, Turok, Quake, Duke Nukem, Hexen. Afinal, quem é o cara do Doom mesmo?
Mesmo um jogo como Goldeneye 007, em que a gente conhece o espião James Bond, aplica bem a primeira pessoa. É que o jogo é sobre o ambiente, não sobre o personagem. É sobre atirar de forma precisa, completar objetivos, encontrar uma chave, desabilitar câmeras de segurança. Não é sobre o James Bond em si. O espião é meio que um avatar para você.
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Porém, para mim não faz sentido um jogo em que o personagem seja um grande atrativo e você não pode vê-lo! Tem também os casos em que o fato de ser em primeira pessoa torna a ação mais difícil ou menos legal, já que você não está vendo uma cena frenética sensacional digna de filme. Eu explico.

Para mim, o grande exemplo recente é o Cyberpunk 2077. Eu tenho alguma lembrança de esse jogo ter um modo em terceira pessoa, divulgado quando ele estava em desenvolvimento. Mas só saiu em primeira pessoa mesmo.
Eis a questão: eu demoro um tempão fazendo a minha protagonista V e não posso vê-la. Não posso ver as roupas dela, não posso vê-la em ação. O que me fez desistir de verdade do jogo foi uma cena de luta contra um robô na rua. O combate não era com armas, mas, sim, com as próprias mãos. E que horror controlar uma luta sem armas nesse jogo, muito desagradável. A terceira pessoa seria muito bem-vinda neste caso.
Ver o Indiana Jones sendo um herói seria um dos atrativos desse novo jogo dele no Xbox para mim. Ver altas cenas de ação com um dos personagens mais lembrados do cinema. Porém, lá estaremos nós tentando fazer a mira de um chicote em primeira pessoa.
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Não estou dizendo que o jogo será ruim, mas, para mim, ele perdeu um pouco a graça. Vamos ver, mais para frente, se haverá alguma flexibilização nisso, ou quais as partes em que a primeira pessoa será obrigatória.
Tenho amigos que acham que ela é mais imersiva, mas eu sou sempre a favor de ver o meu personagem, especialmente em jogos de ação, aventura e RPG. E você, o que pensa do assunto? Primeira pessoa é bem-vinda ou não para você?