Os prefeitos Joares Ponticelli (Tubarão) e Marlon Neuber (Itapoá) podem virar réus nesta quinta-feira (27) na investigação da Operação Mensageiro. A apuração tem como alvo um suposto esquema de corrupção na licitação de lixo em várias cidades de Santa Catarina.
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Operação Mensageiro deflagra quarta fase com novas prisões em SC
Eles estão presos há dois meses e vão a julgamento na sessão que ocorre na 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina). O início está previsto para 9h.
O prefeito de Tubarão e seu vice Caio Tokarski foram detidos na terceira etapa da Operação Mensageiro, deflagrada em 14 de fevereiro. Tokarski também será julgado nesta quinta.
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Já Marlon Neuber foi preso na primeira fase da investigação, quando outros três gestores foram detidos.
No último dia 13 de abril, três prefeitos viraram réus após o Judiciário aceitar as denúncias do Ministério Público contra investigados na Operação. São eles: Deyvisonn da Silva de Souza, de Pescaria Brava; Luiz Henrique Saliba, de Papanduva; e Vicente Corrêa Costa, de Capivari de Baixo.
O que é a Operação Mensageiro e o que ela apura?
A Operação Mensageiro foi deflagrada em 6 de dezembro de 2022. Ela investiga um suposto esquema de corrupção na licitação de lixo em várias cidades de Santa Catarina.
Ela já teve quatro fases. Na primeira, quatro prefeitos foram presos nas cidades de Pescaria Brava, Papanduva, Balneário Barra do Sul e Itapoá.
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Já na segunda, em 2 de fevereiro, dois prefeitos também foram detidos: de Lages e Capivari de Baixo. Na terceira, deflagrada em 14 do mesmo mês, o prefeito de Tubarão e o vice foram presos.
Nesta quarta fase, as informações preliminares apontam o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão. Entre os detidos estão os prefeitos de Gravatal, no Sul do Estado, Guaramirim e Schroeder, ambos no Norte.
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