Na tarde deste sábado, a Câmara Municipal de Bom Jardim, no Maranhão, cassou, em sessão extraordinária, a prefeita Lidiane Leite (PP).

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Lidiane é investigada pela Polícia Federal na Operação Éden, que apura desvios de verbas de educação na cidade, e está foragida desde 20 de agosto. Ficou famosa por ostentar luxo nas redes sociais depois que foi eleita ao assumir a candidatura de seu namorado da época, Beto Rocha, impugnado pela lei da Ficha Limpa.

De acordo com informações do portal G1, a Câmara de Vereadores empossou a vice-prefeita da cidade, Malrinete Gralhada, que assumira o cargo na semana passada como interina.

A investigação teve início a partir de denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e do Ministério Público Federal (MPF). Na Operação, já foram presos os ex-secretários de Agricultura, Antônio Gomes da Silva, conhecido como “Antônio Cesarino”, e o de Assuntos Políticos, Humberto Dantas dos Santos, conhecido como Beto Rocha, ex-namorado da prefeita.

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O município de Bom Jardim, localizado a 277 quilômetros de São Luís, capital do Maranhão, ficou vários dias sem ninguém no comando. Antes de sumir, a prefeita pediu uma medida cautelar à Justiça que impedia a realização de votações na Câmara de Vereadores para afastá-la do cargo.

Luxo nas redes sociais

Foto: Reprodução

Lidiane Leite (PP) se tornou prefeita em 2012, aos 22 anos. Ela se tornou candidata depois que o namorado dela à época, Beto Rocha, teve a candidatura impugnada ao ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Lidiane assumiu o lugar dele na disputa e foi eleita com 9.575 votos, o equivalente a 50,28%.

Já no cargo, ela passou a ostentar o luxo nas redes sociais, com frases como: “Eu compro o que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”. E ainda, em outro post: “Devia era comprar um carro mais luxuoso ‘pq’ graças a Deus o dinheiro ‘ta’ sobrando”.

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Costumava administrar a cidade pelo WhatsApp, usando um grupo chamado de “Força Tarefa”, criado para se comunicar com secretários.

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