Os moradores do Edifício Morada do Norte, interditado desde o dia 15 de janeiro de 2024, por risco de colapso devido ao rompimento do pilar periférico, já podem começar a sonhar com a volta aos apartamentos. Localizado na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, o edifício passa por obras para reforçar a estrutura, que devem levar cerca de dois meses para serem concluídas. Com os reparos, o edifício finalmente poderá ser habitado, já que possui “plena recuperação”, segundo a Defesa Civil do município.

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A informação foi dita pelo técnico em edificações da Defesa Civil de Florianópolis, Juliano Pereira, em entrevista a NSC TV nesta terça-feira (28). Segundo ele, o edifício é de grande porte e, por isso, elementos da parte de estruturação dos pavimentos iniciais, “que recebem grande carga, precisam ser reparados para que as unidades voltem a ser habitadas”.

— Na época dos fatos, já foi identificado que o prédio possui plena recuperação — esclarece.

A obra, realizada pela D3 Ambiente Construído, iniciou no dia 10 de janeiro. Com isso, serão mais 42 dias de espera aos moradores, se o prazo inicial for concluído, que é de 60 dias. De acordo com o síndico do prédio, Joaquim Lemos, o projeto prevê que o pilar afetado seja envolvido por outras duas estruturas e uma camada de concreto com ferro.

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Alguns apartamentos também vão precisar de reparos individuais após a reintegração dos moradores no edifício, já que algumas paredes apresentam rachaduras causadas pelo risco de colapso.

Prédio fantasma

Desde a interdição do edifício, somente trabalhadores de serviços essenciais podem acessar o prédio. Moradores dos apartamentos de mais de 300 m² precisaram sair “apenas com a roupa do corpo” na época do incidente, segundo o síndico, e voltam de vez em quando para buscar itens pessoais. Porém, o acesso ao interior da construção é feito apenas com autorização.

O prédio foi interditado pois a estrutura não conseguia oferecer estabilidade ao edifício e, por isso, havia o risco de tombamento.

Risco iminente

A arquiteta da construtora Lira & Souza Reformas e Construções Ltda, responsável por um serviço de pintura no edifício, tinha identificado problemas estruturais na viga, mas o condomínio havia optado apenas pelo serviço de pintura.

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O condomínio, então, procurou outras empresas para realizar a recuperação do prédio, e contratou a Cymaco. Em janeiro de 2024, a empresa informou que somente a inspeção tinha sido iniciada quando o incidente aconteceu.

Veja fotos do prédio e da obra em andamento

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