Quem passa pelas ruas do bairro Canoas, em Rio do Sul, encontra diversas casas para alugar e outras tantas abandonadas. O clima de “região fantasma” tem uma explicação: os moradores estão cansados de perder tudo a cada enchente. Só no ano passado, a maior cidade do Alto Vale do Itajaí enfrentou sete cheias.

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Neste ano, quatro.

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A descoberta foi feita pelo repórter Ricardo Von Dorff e equipe durante as gravações do especial Extremos do Clima, da NSC TV. Em uma das reportagens, Von Dorff contou que moradores deixaram o bairro para viver em locais mais seguros.

Mesmo quem poderia fazer dinheiro abriu mão da renda extra por conta dos repetidos episódios de inundação, como é o caso de Claus Gonçalves, que desistiu até de alugar as três casas que possui no bairro Canoas:

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— Não penso mais em alugar porque você aluga para quem vem de fora, a pessoa não conhece, vai morar em uma casa suscetível à enchente e acaba se incomodando — lamenta.

Quem fica, usa a estratégia que dá. O venezuelano Joedson Villavicencio alugou um apartamento no quarto andar para evitar “surpresas”. Em dias de chuvas intensas, acompanha os alertas da Defesa Civil em tempo real para estar preparado.

É o ônus de residir em áreas próximas ao rio.

Para amenizar as consequências das enchentes, uma obra de limpeza do Rio Itajaí-Açu está em andamento. A dragagem em Rio do Sul teve ordem de serviço assinada em maio, mas uma cheia impediu o início dos trabalhos, que só começaram efetivamente em junho. A expectativa é limpar 8,2 quilômetros de rio.

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A intenção também é remover mais de 67 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados no fundo do rio. Isso é o equivalente a 4.786 caminhões caçamba. Fotos mostram desde televisão até geladeira retiradas debaixo da água (veja na galeria abaixo).

Veja fotos dos trabalhos

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