O estado de Santa Catarina já ultrapassou os 115 mil casos prováveis de dengue notificados e registra 59 mortes por conta da doença, segundo informações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive). A melhor forma de evitar a doença é combater o mosquito, e é de conhecimento comum que o principal cuidado é não deixar água parada e usar repelente.
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Mas além disso, existem outras formas de evitar o Aedes aegypti. O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutor em Fisiologia Vegetal Enio Pedrotti cita 11 plantas que afastam o mosquito transmissor da doença.
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Pedrotti explica que estas plantas conseguem afastar o mosquito devido à produção de óleos com odor desagradável aos insetos.
— São as moléculas oriundas do metabolismo secundário das plantas que produzem isso para se defender. Algumas não são comidas pelos insetos por exalar cheiro e ficarem protegidas contra as pragas — diz o especialista.
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Veja quais são as plantas
- Alecrim: Versátil, precisa de solo seco e luz solar direta;
- Cravo-de-defunto: Cresce facilmente em solo menos fértil, mas precisa ser replantado anualmente;
- Citronela: Desenvolve-se bem em regiões tropicais, necessita de solo fértil e não tolera geada;
- Funcho: Plantado por sementes em solo bem drenado, precisa de espaço para a raiz crescer;
- Lavanda: Requer luz solar para desenvolvimento e precisa de solo úmido, mas sem excesso de água;
- Louro: Tem crescimento lento e precisa de solo drenado, podendo ser cultivado em vasos;
- Manjericão: Precisa de solo fértil e luz solar direta;
- Melissa: Cultivada em solo fértil e úmido, não tolera extremos de temperatura;
- Orégano: Precisa de sol para folhas aromáticas e deve ser mantido em locais bem iluminados;
- Sálvia: Cultivada em locais quentes e precisa de sol;
- Verbena: Planta de pequeno porte, necessita de solo úmido.
O professor alerta ainda que embora essas plantas ajudem a afastar o mosquito da dengue, ainda é necessário seguir as recomendações básicas para evitar a doença: eliminar criadouros de água parada, como recipientes e pneus velhos, manter calhas e ralos limpos, instalar telas de proteção em portas e janelas, usar repelentes, tratar adequadamente a água de piscinas, colocar areia nos pratos das plantas e vedar caixas d’água, entre outros cuidados básicos.
Somente as plantas não são suficiente contra o mosquito
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) também destaca que embora as plantas possam ter ação repelente, elas não substituem o repelente tradicional. Além disso, a diretoria orienta que a melhor maneira de evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti é eliminar locais com água parada.
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Por isso, todas as pessoas devem cuidar de suas casas e locais de trabalho, eliminando qualquer objeto que possa favorecer o desenvolvimento do mosquito, que vão desde recipientes pequenos, como copos plásticos e tampas de garrafa, até os grandes, como caixas d’água e lajes.
Orientações importantes sobre os repelentes contra a dengue
Assim como o Ministério da Saúde, a DIVE orienta que as pessoas que forem utilizar repelente, escolham os que são autorizados pela Anvisa e que façam a reaplicação do produto de acordo com as instruções do fabricante. Destaca ainda que esses produtos não matam o mosquito, apenas repelem, impedindo a picada.
Sintomas da dengue
Em alguns casos, a dengue pode ser assintomática, sem apresentar sintomas da doença. Os principais sintomas da dengue incluem a febre alta, que ocorre de forma abrupta no início da infecção, dores no corpo, dores nas articulações, dores atrás dos olhos, falta de apetite, dores de cabeça, manchas avermelhadas pelo corpo.
Diferente das outras doenças, a dengue não causa sintomas respiratórios, como coriza, dores de garganta, obstrução nasal e tosse. A infecção pode durar de 4 a 10 dias. Contudo, o impacto causado pela doença pode durar algumas semanas. A dengue é classificada como clássica (não grave) ou grave, e seu diagnóstico deve ser realizado por meio de exame clínico associado ao exame de sangue.
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*Sob supervisão de Andréa da Luz
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