O plano econômico que vem sendo elaborado pelo presidente eleito Barack Obama e pelos congressistas democratas incluirá reduções de impostos no valor de US$ 300 bilhões, o qual poderia atrair o apoio dos republicanos, informou hoje o The Wall Street Journal (WSJ).

Continua depois da publicidade

Obama, que chegou ontem a Washington, prevê começar nesta segunda-feira as reuniões com dirigentes do Congresso, aos quais pediu que aprovem seu plano de estímulo econômico e o deixem pronto para ser promulgado assim que ele iniciar seu mandato, em 20 de janeiro.

A economia dos Estados Unidos está em recessão desde dezembro de 2007 e, desde junho do ano passado, cresceram as demissões, as execuções de hipotecas, e as quebras de indústrias, bancos e empresas de serviços.

Segundo o WSJ “a magnitude dos cortes de impostos propostos, que representariam ao redor de 40% do plano de estímulo – cujo total pode chegar a cerca de US$ 775 bilhões em dois anos -, é maior do que o antecipado por ambos partidos no Congresso”. Essa redução – acrescentou o jornal -, “tornaria mais fácil convencer os republicanos, para os quais toda proposta deveria se apoiar mais em corte de impostos que em aumento da despesa”.

Em outubro, o Congresso aprovou e o presidente George W. Bush promulgou um plano de US$ 700 bilhões usados, principalmente, para dar dinheiro aos bancos e para a nacionalização parcial de seguradoras, bancos financeiros e serviços hipotecários.

Continua depois da publicidade

“As propostas de cortes de impostos de Obama, se aprovadas, podem ter um impacto maior em dois anos do que qualquer uma das reduções que aprovou o presidente Bush nos primeiros dois anos de sua administração”, diz o jornal.

“A maior parcela do corte de impostos no novo plano envolveria cortes para as pessoas que pagam impostos de renda ou podem solicitar um crédito sobre renda, o que aponta a diminuição no impacto dos impostos sobre os salários para os trabalhadores de renda baixa e moderada”, acrescentou a matéria do The Wall Street Journal.

Entenda a crise: