É difícil encontrar uma mulher que não tenha vivido um momento de oscilação de humor ou força durante o período menstrual. Nosso organismo oscila e isso é normal, mas é claro que sempre fica a dúvida quanto a prática do exercício físico: será que nessas situações seguimos treinando normalmente?
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– O ideal é não parar e não mudar a rotina, apenas diminuir a intensidade, se necessário, respeitando os seus limites e sintomas durante o período menstrual – afirmou a ginecologista Beatrice Schmitt Garcia.
O importante é entendermos como nosso corpo está no período menstrual, e isso é algo que apenas cada uma de nós saberá dizer. Até para que não fiquemos chateadas com nosso desempenho nos treinos, que pode sim oscilar, principalmente na primeira fase do ciclo até o pico da ovulação.
– Pode atrapalhar, pois há uma queda do estrogênio, que pode dar uma sensação de desânimo, indisposição, ou então os próprios sintomas de cólicas, fluxo intenso, dor de cabeça podem colaborar para a queda do desempenho. Mas é muito individual. – disse a doutora Beatrice.
Além da indisposição, que pode acontecer, algumas mulheres também sentem cólica em alguns dias e não existe uma regra para treinar ou não nesses momentos. Eu por exemplo, já treinei com um pouco de cólica, mas também já optei por descansar com dores.
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– Vai depender da intensidade do treino e do limiar de dor da mulher. Então mais uma vez é uma questão individual sobre respeitar as alterações do corpo nesse período. – afirmou a ginecologista.

Com as mudanças de humor, inchaço, retenção, fluxo intenso ou não, existe um movimento maior nos últimos anos de mulheres que resolvem mudar o método contraceptivo para o DIU. Algo para ser conversado com seu médico ou médica de confiança, já que existem alguns tipos de dispositivo intrauterino.
E de acordo com a doutora Beatrice, no dia da inserção pode-se sentir cólicas ou desconforto, por conta de ter inserido o DIU, nestes casos, é aconselhado não treinar ou treinar leve no dia. Mas se torna muito particular, e de novo voltamos ao fato de que, cada uma precisa entender e conhecer o próprio corpo para saber o que seria melhor.
– O DIU não hormonal (cobre) não irá influenciar em nenhum ponto do ciclo pensando em oscilações hormonais, ele apenas pode aumentar o fluxo e a cólica, então, não influencia no desempenho diretamente. E o DIU hormonal contém apenas uma progesterona sendo liberada em pequenas doses diariamente com uma ação muito local no útero, fazendo com que o fluxo diminua ou até mesmo cesse na maioria das pacientes, o que pode, inclusive, ser melhor para aquelas mulheres que percebiam piora nos treinos devido a fluxo intenso e cólicas. Mas da mesma forma que o de cobre, não tem uma influência direta nos treinos. – afirmou a profissional.
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O grande “xis” da questão é que, manter uma rotina de hábitos saudáveis com alimentação, treinos regulares, boa higiene do sono e momentos de lazer, auxiliam a amenizar os sintomas no período menstrual. E claro, ter um ginecologista de confiança para ter os cuidados necessários com a saúde feminina.
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