Quem levou em conta somente o resultado do jogo do Inter em Goiânia, quarta-feira à noite, está absolutamente tranqüilo em relação ao futuro do time na Copa do Brasil e no Gauchão. Não é o meu caso. Vi, com apreensão, o mesmo filme que o time do Zé Mário protagonizou há poucos dias, em Santa Cruz, quando deixou o adversário adonar-se do jogo no segundo tempo, depois de ter jogado razoavelmente bem nos primeiros 45 minutos. E vi falhas no sistema defensivo, que certamente geram fundadas preocupações, tendo em vista o Gre-Nal do dia 1º de abril. Aqui não estou culpando este ou aquele jogador isoladamente, embora não me canse de repetir que o Inter deve contratar um zagueiro experiente. Está faltando ao meio-campo do Inter uma pegada mais forte, que impeça o trabalho desinibido e franco do adversário naquele setor. No laboratório do Zé Mário, a consistência do meio-campo ainda não se realizou. As experiências que ele vem fazendo mostram resultados praticamente nulos. Juventude Para o jogo de amanhã, em Caxias do Sul, o time terá que mostrar mais futebol do que se viu em Goiânia, quando caiu verticalmente no segundo tempo. Até porque o Juventude está embalado pela goleada aplicada no Comercial-MT. O Inter pode vencer, claro, desde que o time não se desligue do seu ímpeto inicial como se nada mais houvesse para fazer dentro do campo.

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