O Prêmio de Melhor Filme Internacional do Oscar é concedido ao país de origem do filme vencedor, e não diretamente à equipe técnica ou aos criadores da obra. Embora seja comum que o diretor aceite a estatueta durante a cerimônia, o prêmio simboliza uma homenagem à nação que submeteu a obra, destacando sua contribuição ao cinema mundial.
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Por que o prêmio é entregue ao país?
A decisão do Oscar de entregar o prêmio de Melhor Filme Internacional ao país tem como objetivo reconhecer a diversidade cultural e cinematográfica das nações participantes. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas adota essa prática para promover a valorização das produções nacionais, incentivando a participação internacional e destacando a identidade cultural de cada nação no cenário global do cinema.
Além disso, o prêmio reflete as políticas culturais e o apoio ao cinema no país vencedor, estimulando a produção de obras que exploram histórias locais e tradições culturais.
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Os países com mais vitórias na categoria
Desde sua criação em 1947, a categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar tem sido dominada por países com cinematografias consolidadas. A Itália é o país com mais vitórias, somando 14 prêmios, seguida pela França, com 12 conquistas. Esses números evidenciam a força cultural e o impacto global desses países na história do Oscar.
A trajetória do Brasil na categoria
O Brasil já teve algumas indicações memoráveis ao Oscar de Melhor Filme Internacional, ainda que nunca tenha vencido a categoria. A primeira vez foi em 1963, com o clássico O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, que foi também o único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Outras indicações de destaque incluem O Quatrilho (1995), de Fábio Barreto, um drama ambientado no sul do Brasil no início do século XX, e O Que É Isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto, que narra a luta armada contra a ditadura militar. Em 1999, Central do Brasil, de Walter Salles, emocionou o mundo com a história de Dora (Fernanda Montenegro) e o menino Josué. Além da indicação a Melhor Filme Internacional, Fernanda Montenegro foi indicada como Melhor Atriz, tornando-se a primeira brasileira a alcançar essa honraria.
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Mais recentemente, o documentário Democracia em Vertigem (2019), de Petra Costa, foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário, destacando a política brasileira. Embora a categoria fosse diferente, a obra reforçou o impacto do cinema brasileiro no cenário internacional.
Ainda Estou Aqui
Em 2025, o filme Ainda Estou Aqui, também dirigido por Walter Salles, alcançou um feito inédito ao ser indicado não apenas a Melhor Filme Internacional, mas também a Melhor Filme e Melhor Atriz, para Fernanda Torres. Essa indicação múltipla marca um momento histórico para o cinema brasileiro, reforçando sua relevância e qualidade no panorama mundial.
A importância do prêmio para a cinematografia mundial
A entrega do Prêmio de Melhor Filme Internacional ao país vencedor ressalta o papel das políticas culturais na promoção do cinema. Ao incentivar a produção de filmes que refletem as narrativas próprias de cada nação, o prêmio enriquece o intercâmbio cultural e amplia a diversidade no cinema mundial. Além disso, ele reafirma a importância de contar histórias locais em uma indústria cada vez mais globalizada.
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Essa categoria do Oscar, portanto, não apenas celebra o talento técnico e artístico das equipes, mas também o compromisso cultural das nações em levar suas histórias para o mundo.
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