Os países mais pobres do planeta, ou PMA (Países Menos Avançados), estão “cada vez mais atrasados em relação ao restante do mundo” – afirma um relatório redigido por especialistas da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), publicado nesta terça-feira (13).
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“Há um ano a comunidade internacional se comprometeu a ‘não deixar ninguém de lado’, mas foi exatamente o que ocorreu com os países menos desenvolvidos”, declarou Mujisa Kituyi, secretário-geral da Unctad, a agência da ONU que se ocupa dos assuntos de desenvolvimento do diálogo norte-sul, com sede em Genebra.
Em julho de 2015, um acordo foi firmado em Adis Abeba, na Etiópia, durante una conferência da ONU sobre o financiamento do desenvolvimento, com a proposta de erradicar a pobreza no mundo até 2030.
A ONU criou, em 1970, a categoria de PMA para os países mais pobres do mundo, os quais têm direito a mais apoio financeiro e ajuda internacional do que os países em desenvolvimento.
Hoje, 48 países estão nessa categoria.
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A taxa de extrema pobreza (ou seja, de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia) se situa entre “70% e 80% da população de seis PMAs, e entre 50% e 70% em outros dez”, como revela o informe.
A pobreza em que vivem os PMAs é “um círculo vicioso”, que se traduz em “má alimentação e saúde, falta de acesso à educação, tendo como resultado uma queda de produtividade e de investimentos”.
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