Um padre italiano e ex-diplomata da Santa Sé foi condenado neste sábado (23) a cinco anos de prisão por possuir material de pornografia infantil, anunciou o tribunal do Vaticano.

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Questionado na véspera, no primeiro dia de seu expedito julgamento, Carlo Alberto Capella admitiu sua culpa, explicando que atravessou “uma crise pessoal” quando se sentia inútil em sua função de conselheiro da nunciatura nos Estados Unidos.

O padre italiano, oriundo de Capri, foi chamado em setembro para que retornasse à Santa Sé, onde foi iniciada uma investigação. Foi preso em abril em uma cela da Gendarmeria do Vaticano.

No dia 21 de agosto de 2017, o Departamento de Estado americano falou, por via diplomática, de uma possível violação às leis sobre imagens de pornografia infantil por parte de um membro do corpo diplomático da Santa Sé creditado em Washington.

A Santa Sé chamou o religioso sem dar sequência ao pedido americano de suspender a sua imunidade diplomática, indicou uma fonte do Departamento de Estado.

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O Canadá emitiu em 2017 uma ordem de prisão contra Capella, por suspeitar que o padre tenha baixado imagens de pornografia infantil do interior de uma igreja da cidade de Windsor, estado de Ontário.

Em 2013, o papa Francisco instaurou uma nova legislação relativa aos abusos sexuais sobre menores de idade e pornografia. Um padre considerado culpado pode cumprir uma pena de até 12 anos de prisão.

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