Os tempos mudaram. Mas houve um tempo em que as famílias de Florianópolis, antiga Desterro, se guiavam pelos sinos da atual Catedral Metropolitana. Algo que seria praticamente impossível na cidade que se modernizou, e onde se misturam os sons dos motores dos carros, sirenes, britadeiras.

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Décadas atrás, dependendo do vento o som chegava bem longe. As pessoas sabiam que hora era, e com isso se estabeleciam as rotinas de trabalho, escola, lazer. A forma como se batiam os sete sinos também foi mudada. Agora é hora marcada, normalmente ao meio-dia e às 18h, sem a necessidade das cordas e de um sineiro, o encarregado de provocar as badaladas.

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O povoamento de Florianópolis data de 1673. Em 1679, Francisco Dias Velho requereu o título legal das terras, providenciando a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Desterro. Era pequena e construída de pedra e cal.

Em 1908, quando da criação da Diocese de Florianópolis, a Matriz de Nossa Senhora do Desterro, que tinha dois sinos, foi elevada à condição de Sé Episcopal. Desde então, foram várias reformas, e a Catedral Metropolitana passou a ter sete sinos, seguindo ainda mais majestosa.

Animação mostra o processo artesanal de construção do sino

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