Dos animais peconhentos presentes no Brasil, certamente alguns dos mais perigosos são os insetos. Não necessariamente por serem mais letais, mas sim por serem responsáveis por boa parte dos ataques. Dados do Ministério da Saúde apontam que entre 2007 e 2022, o Brasil teve uma média de 23 mil ataques por ano, quatro vezes mais do que no período anterior.
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Até por isso, o próprio ministério traz em seu Guia de Animais Peçonhentos inúmeras informações sobre insetos, mostrando para a população quais as características dos mais presentes e o que fazer em caso de picada. Portanto, confira nessa reportagem quais são as espécies das quais devemos ficar mais atentos.
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Incetos venenosos do Brasil
Abelha
Primeiramente, o inseto venenoso que mais causa ataques em território nacional é a abelha. De acordo com o Guia de Animais Peçonhentos, esses insetos vivem em uma estrutura social que difere machos, fêmeas e operárias. A relação delas com a saúde humana é que só as fêmeas tem ferrões no abdome com glândulas de veneno.
No Brasil, as mais comuns são as espécies conhecidas como Apis melifera em termos científicos, também chamadas de abelhas europeias ou africanizadas. Além disso, existe uma espécie maior chamada de Mamangavas, essa não morre quando injeta o ferrão.
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Besouro
O Besouro é um inseto conhecido por ter asas anteriores rígidas em forma de estojo, chamadas de élitros e o par posterior que tem a função de voo. No Brasil e no Mundo, o besouro tem muitas famílias. Assim, duas espécies presentes no território nacional que representam um risco em saúde: Meloidae e Stephilindae.
O Meloidae é uma família que tem entre 15 mm e 35 mm, cabeça retangular. Em geral, as características são élitros de cor cinza ou pretas, são destruidores de folhas de batata e beterraba. Já o Staphylinidae é uma espécie que tem entre 1 mm e 10 mm, geralmente de cor azul e verde e élitros pequenos.
Vespas e Marimbondos
De acordo com o Guia de Animais Peçonhentos, o que chamamos de marimbondo e vespa são os mesmos insetos. Entretanto, foi convencionado que os marimbiondos são os maiores e as vespas são as menores. Em geral, os que causam acidentes são da família Polistinae. De cor avermelhada e manchas amarelas.
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Formigas
Seguindo com a lista, existem várias formigas que mordem ou dão ferroadas que acabam sendo bastante dolorosas. A saber, a família das Ponerinae são as mais propensas a causar esse tipo de acidente. De características, elas são grandes, com cerca de 3 cm, e pretas por inteiro. Normalmente, elas ficam na floresta amazônica.
Taturanas
No caso das Taturanas, as que representam mais riscos em termos de saúde são da família Megalopgídeo, que tem seu veneno contido em cerdas que lembram espinhos e perfuram a pele. Já nos Saturnídeos, as estruturas que ejetam a peçonha lembram uma árvore de veneno, pois contem várias ramificações laterais.
Lagartas
Nas lagartas, por outro lado, as espécies com veneno são da ordem lepidoptera, a mesma da mariposa e da borboleta. Segundo o guia, na fase de lagarta do inseto, eles contam com cerdas venenosas que costumam causar dermatites em humanos. Entretanto, após a transformações, se transformam em mariposas ou borboletas inofensivas.
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O que fazer em caso de ataques de insetos?
Regra geral, as dicas de primeiro socorros são as mesmaspara praticamente todos os casos, conforme o Guia de Animais Peçonhentos. Tendo apenas algumas dicas específicas para cada caso.
- Em caso de acidente, procure atendimento médico imediatamente;
- Fotografe ou informe ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como: tipo de animal, cor, tamanho etc;
- Se possível, e caso tal ação não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lave o local da picada, mordida ou contato com água e sabão;
- A remoção do ferrão de abelhas pode ser feita apenas por raspagem com lâminas, e não com pinças. A remoção com pinças pode resultar na inoculação das toxinas ainda existentes no ferrão;
- Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, pulseiras, fitas amarradas e calçados apertados;
- Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado ou outros líquidos como álcool, gasolina ou querosene, pois além de não terem efeito contra a peçonha, podem causar problemas gastrointestinais na vítima;
- Não tentar “chupar o veneno”. Essa ação apenas aumenta as chances de infecção no local.
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