Uma megaoperação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 150 milhões de investigados envolvidos em um esquema de jogos de azar e lavagem de dinheiro. A ação, deflagrada na manhã de quinta-feira (30), cumpriu 23 mandados de busca e apreensão, três de prisão e 14 de medidas cautelares em diversos estados do país. Em Santa Catarina, foram cumpridos mandados em Itapema e Balneário Camboriú, onde agentes realizaram buscas em imóveis de suspeitos ligados à organização criminosa.
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De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), que coordena as investigações, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Itapema e Balneário Camboriú. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Gaeco local, prestou apoio às diligências. Os investigados são suspeitos de envolvimento na gestão e operação de jogos de azar ilegais, além de crimes financeiros relacionados à ocultação de patrimônio.
Os alvos em Santa Catarina são empresários e operadores do esquema, que utilizavam empresas de fachada e movimentações bancárias suspeitas para encobrir os lucros obtidos com atividades ilegais. As autoridades investigam também a possível participação de agentes públicos no esquema, incluindo um policial rodoviário federal, suspeito de facilitar o funcionamento das casas de jogos em troca de vantagens ilícitas.
Segundo os investigadores, o grupo operava uma rede de cassinos clandestinos, máquinas caça-níqueis e apostas ilegais em várias regiões do Brasil. Os estabelecimentos eram mantidos sob forte esquema de segurança e usavam laranjas para registrar as empresas envolvidas. Além disso, o grupo recorria a métodos sofisticados de lavagem de dinheiro, como transferências entre diversas contas, aquisição de bens de luxo e uso de criptomoedas para dificultar o rastreamento das transações.
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Os bloqueios de bens e valores visam impedir que os investigados utilizem os recursos obtidos ilegalmente para dificultar as investigações ou sustentar suas atividades criminosas. Entre os bens bloqueados estão imóveis, veículos de luxo e contas bancárias em nome de suspeitos e empresas ligadas ao esquema.
Veja fotos da operação e dos itens apreendidos
As investigações começaram há mais de um ano e apontam que a organização movimentou milhões de reais por meio de um complexo esquema financeiro. O MPPR destacou que novas fases da operação não estão descartadas, e os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar e corrupção ativa e passiva.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que acompanha o caso e, caso seja comprovada a participação do agente citado na investigação, ele poderá responder administrativamente e até ser expulso da corporação.
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Os nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente devido ao sigilo das investigações. A operação segue em andamento, e novas apreensões podem ser realizadas nos próximos dias.
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