Dois grupos empresariais que prestam serviços a órgãos públicos são alvo de grande operação da Receita e da Polícia Federal na Grande Florianópolis, na manhã desta quinta-feira (30). A investigação apurou fraude de R$ 100 milhões com apresentações de notas frias para pagar propina a funcionários públicos, que também são investigados.
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A Operação Alcatraz dá cumprimento a 42 mandados de busca e apreensão emitidos pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Florianópolis. Participam da ação 45 auditores fiscais e analistas tributários.
A Receita descobriu que dois grupos empresariais adquiriam “notas frias” de empresas inexistentes (as conhecidas “noteiras”) para esconder o pagamento de propina a agentes públicos. Com base nos indícios encontrados no curso da fiscalização, a Receita Federal encaminhou ao Ministério Público representação para agir. Desde então, a fiscalização tributária e a investigação criminal correram em paralelo.
Com a devida autorização judicial, informações da base de dados da Receita Federal foram compartilhados com a Polícia Federal em diversos momentos e identificados crimes contra a ordem tributária.
Ao final da fiscalização foram apurados R$ 100 milhões em créditos tributários em nome dos diversos contribuintes que participavam do esquema de pagamento de propinas. Também foram identificadas empresas usadas para lavagem de dinheiro, que atuavam para “esquentar” valores desviados adquirindo patrimônio, quase sempre em nome de “laranjas”.
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Uma entrevista coletiva pela manhã vai trazer mais detalhes da operação e dos envolvidos.