A Mega da Virada pagou o maior prêmio da história no último dia 31 de dezembro, contemplando oito acertadores com o prêmio total de R$ 635 milhões. Mas uma moradora de São Paulo afirma também ter acertado as seis dezenas com um jogo que não foi registrado pela casa lotérica. As informações são do portal Metrópoles.
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Elza Jesus Almeida, 64 anos, afirma ter feito oito apostas, mas que uma delas não foi registrada pela atendente na lotérica — justamente a que contém a sequência de números que lhe renderia uma cota na faixa principal, com prêmio de quase R$ 80 milhões. O estabelecimento em que ela afirma ter jogado fica no bairro Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo (SP).
Elza afirmou à reportagem do portal Metrópoles que foi à lotérica na tarde de 31 de dezembro, poucas horas antes do sorteio, e entregou todos os canhotos com oito apostas à atendente do caixa. Ela diz que não conferiu se a quantidade de jogos registrados batia com o número de jogos entregues por ela. Após assistir o sorteio, ela acreditou ter vencido a Mega da Virada. Os números sorteados foram 01 — 17 — 19 — 29 — 50 — 57.
Foi um dos filhos dela que alertou sobre o suposto erro. No recibo recebido por Elza, estariam registrados os dois primeiros jogos do canhoto, mas não o terceiro, que continha as dezenas sorteadas. Elza alega que a operadora da casa lotérica teria errado ao não registrar todos os jogos.
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“Foram oito jogos, foi bastante, eu não contei. Se eu tivesse contado, eu saberia que tinha um faltando. E quando ela cobrasse, eu falaria ‘não, pera aí, faltou um’, mas eu não contei. Nem imaginava isso, eu confiei”, afirmou ao Metrópoles, dois dias após o sorteio.
Corrida para comprovar versão
Desde então Elza começou uma corrida para comprovar a versão de que fez o jogo com as dezenas sorteadas, mas que o canhoto não foi registrado na lotérica. Ela e o filho procuraram a polícia para ter acesso às imagens das câmeras de monitoramento da lotérica. No dia 10 de janeiro, ela notificou a lotérica extrajudicialmente e também acionou a Justiça para que as imagens sejam preservadas e enviadas ao advogado Evandro Rolim, que atua na defesa dela.
O defensor alega que a intenção é verificar as imagens do momento em que Elza fez o jogo da Mega da Virada e, em seguida, pedir a um perito judicial um laudo que constate a entrega dos números sorteados à atendente da casa lotérica.
A notificação extrajudicial prevê um prazo de três dias para o envio das imagens, ao passo que o pedido judicial ainda depende da avaliação de um juiz. Elza diz ainda ter esperanças de receber o prêmio e alega que a situação ocorreu por “erro deles”, em alusão aos funcionários da lotérica.
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A Caixa respondeu à reportagem do portal Metrópoles afirmando que o recibo emitido pelo terminal de apostas é o único documento que comprova o registro da aposta e, consequentemente, habilita o apostador ao recebimento dos prêmios.
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