O método Wolbachia de combate à dengue, utilizado em Joinville desde 2024, vai ser ampliado para Balneário Camboriú e Blumenau. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), na terça-feira (4).
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Na segunda-feira (3), uma reunião entre a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ministério da Saúde, Fiocruz, World Mosquito Program (WMP) e as prefeituras de Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau decidiu que as cidades entraram no plano de expansão para a utilização do método.
A produção dos Wolbitos vai ocorrer na Biofábrica de Joinville e será enviada às duas cidades, segundo o MS. Os mosquitos com a bactéria Wolbachia se reproduzem com os outros Aedes aegypti e impedem que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam.
De acordo com David Iesus Cruz, diretor de Vigilância Ambiental de Balneário Camboriú, o método só deve chegar à cidade no segundo semestre do ano.
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— Daqui a 15 dias temos uma reunião para alinhar critérios com o Governo Federal e Fiocruz, para definir os próximos passos. A partir dessa reunião, vamos entender o que o município precisa fazer para se adequar — explica.
Conforme Douglas Rafael, secretário de Promoção da Saúde de Blumenau, a cidade também não possui data definida para iniciar o método.
— Estamos em fase de tratativas com o Ministério da Saúde, em relação ao cumprimento de exigências para a utilização e informaremos o cronograma no município conforme formos avançando. Ainda assim, a ajuda da população, com o cuidado diário nas residências, é fundamental para eliminar os criadouros do mosquito, já que o método Wolbachia é um projeto em longo prazo — disse.
Em Joinville, 15 bairros se juntam a outros 17 que já estavam dentro do plano de cobertura do Wolbachia. A expansão ocorre após o MS avaliar como um sucesso a utilização do método na maior cidade de Santa Catarina.
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Como funciona o método Wolbachia
A estratégia do método contempla a introdução da bactéria Wolbachia nos mosquitos Aedes aegypti. Esta bactéria está presente em 60% dos insetos da natureza e não causa danos aos humanos, segundo o Ministério da Saúde.
O Método Wolbachia consiste na liberação de Aedes aegypti com Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais estabelecendo, aos poucos, uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia. Com a medida, impede-se que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam dentro dos mosquitos.
Soltura dos mosquitos iniciou em agosto de 2024 em Joinville
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